Sakamoto vota para cassar Selma Arruda e empossar Fávaro

Julgamento no Tribunal Regional Eleitoral ainda está em curso

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Pouco mais de R$ 1,2 milhão, o equivalente a 72% do que foi declarado à Justiça Eleitoral. Esse foi o valor gasto pela senadora Selma Arruda (PSL) via caixa 2 para conseguir se eleger. A afirmação consta no voto do relator do processo que tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Pedro Sakamoto, que se manifestou pela cassação do mandato da ex-juíza e de seus dois suplentes, Gilberto Possamai e Cleri Fabiana Mendes, ambos também filiados ao PSL.

De acordo com o magistrado, do total de recursos financeiros gastos por Selma sem declarar à Justiça Eleitoral, R$ 855 mil foram empregados antes de o período eleitoral ter início e outros R$ 376 mil quando a campanha, efetivamente, já havia começado.

“Os representados queimaram a largada na corrida ao Senado”, constatou Sakamoto, que também votou pela inelegibilidade de Selma e Possamai pelos próximos oito anos.

O desembargador ainda convocou novas eleições para escolha de um novo senador para Mato Grosso. Destacou entretanto, que isso só deve ocorrer depois de julgados todos os eventuais recursos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tenham efeitos suspensivos.

Uma vez cassado o mandato de Selma, ainda de acordo com o voto de Sakamoto, o terceiro colocado no pleito ano passado, no caso o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSL), deve assumir o mandato interinamente.

A manifestação de Sakamoto, neste ponto, atendeu ao pedido da defesa do PSD em Mato Grosso, liderada pelo ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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