Sachetti quer conversar com Mendes antes de negociar aliança com Taques

Sachetti foi preterido por Mendes, que escolheu o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD)

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) deve conversar pessoalmente com o pré-candidato a governador Mauro Mendes (DEM) antes de avançar nas conversas sobre aliança com o grupo do governador Pedro Taques (PSDB). Interessado em disputar o Senado, Sachetti foi preterido por Mendes, que escolheu o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) como segundo candidato da chapa. A outra vaga para concorrer ao Senado pertence a Jayme Campos (DEM).

Depois de Mendes acertar Fávaro, Sachetti foi cortejado por aliados do tucano, que o convidaram a ser candidato a senador na chapa dele. Ele disse, no entanto, que ainda não tomou sua decisão.

“Quero conversar pessoalmente, sentar à mesa e entender o que está acontecendo, para ver como vamos encaminhar essa questão”, disse Sachetti ao LIVRE. “Nunca negamos que eu e Fávaro disputamos o mesmo lugar. Por mim, a vaga da chapa já estaria decidida há muito tempo, mas há muitos fatores que levam a essa decisão”, completou.

Sachetti citou, entre os pontos que está considerando, a falta de definição nacional dos partidos e a formação da aliança de Mendes em Mato Grosso. O deputado vê de forma positiva a possibilidade de entrada do MDB na coligação. “Tudo isso melhora a aliança, mas cria mais condicionantes”, observou.

Embora demonstre preferência por coligar com Mendes, o pré-candidato ao Senado não descarta conversar com Pedro Taques sobre a possibilidade de aliança. “Se estou na política, como vou descartar ter conversas políticas? Nunca deixei de dialogar com todo mundo. Mas estou construindo minha candidatura no grupo do Mauro”, disse.

Defesa de Sachetti

O presidente do PDT, o deputado estadual Zeca Viana, é um dos que tenta convencer Sachetti a permanecer na coligação de Mauro Mendes.

“Adilton não vai para a chapa do governo porque ele tem lado”, aposta. “Eu conheço a postura do Adilton. Ele não é como certos políticos que hoje está mamando e amanhã está chutando. Por isso não abro mão de defender a candidatura dele ao Senado. Vamos buscar uma alternativa. Ainda vai ter muita conversa”, disse.

Zeca disse que não vê problemas na entrada do MDB na aliança de Mendes, mas reclamou do PSD. “É a pecha do Silval que denigre o MDB. Mas eu gostaria que o MDB estivesse conosco. Eu prefiro o MDB ao PSD. Estou tentando mostrar isso”, concluiu.

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