Sachetti disputa com Fávaro vaga de senador e de representante do agro

Em caso se recuo, o deputado admite disputar a reeleição para deputado ou se aposentar para ser "vovô"

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) continua firme em seu projeto pessoal de concorrer ao Senado nas eleições deste ano na chapa que deve ser encabeçada por Mauro Mendes (DEM). Nesse contexto, ele disputa com o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) uma vaga na coligação e o título de legítimo representante do agronegócio, já que ambos têm origem no segmento. A outra vaga de candidato a senador da chapa já está assegurada para Jayme Campos (DEM).

[featured_paragraph]“Ele [Fávaro] foi presidente [da Aprosoja] por dois anos. Eu tenho a minha história, fiquei praticamente 20 anos dentro de entidades, criando e construindo entidades”, afirmou Sachetti, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9), na feira Agro MT, no Parque de Exposições de Cuiabá.[/featured_paragraph]

O deputado já foi presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do Sindicato Rural de Rondonópolis. Além disso, foi um dos criadores da Fundação MT e da Associação de Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), além de ter sido da diretoria da Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat).

Fávaro participou de diversas gestões da Aprosoja e foi presidente por dois mandatos, além de ter presidido o Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, sua base política. Representar o agro em Brasília é uma das suas bandeiras. Em um Estado que tem a economia majoritariamente movida pela agropecuária, o apoio do setor produtivo nas eleições significa força política e pode ser decisivo em uma eleição majoritária.

Eleições e pesquisa

Outro argumento que Sachetti usa é a sua carreira política, que inclui além do mandato como parlamentar o de prefeito de Rondonópolis, e o fato de ter sido apadrinhado por Blairo Maggi (PP), atualmente ministro da Agricultura e senador licenciado.

[featured_paragraph]“Já disputamos eleições, já tivemos derrotas. É uma história de longa data no agro, que poucas pessoas têm no Estado. E tem a questão política, claro. Mas temos que pensar no Estado e não só pensar individualmente em cada um”, disse.[/featured_paragraph]

Blairo Maggi declarou, durante a mesma exposição, seu apoio à candidatura de Sachetti, e desconversou ao ser questionado sobre o concorrente. Fávaro entrou na política pelas mãos de outro Maggi – Eraí, primo do ministro – e disputou a primeira eleição apenas em 2014. Vice-governador eleito na chapa de Pedro Taques (PSDB), ele renunciou ao cargo em abril deste ano e rompeu com o governo tucano. Fávaro assinou um manifesto contra o governador, junto com outros ex-aliados, entre eles, Mauro Mendes.

Com baixo desempenho nas pesquisas divulgadas recentemente, Sachetti defendeu que esse não seja um dos critérios de escolha do candidato da chapa. “Pesquisa é sobre quem está em exposição hoje. Não é eleição. As qualitativas, sim, dão definição maior para as tomadas de decisões. Pessoas que são anônimas hoje não aparecem em pesquisa nenhuma, mas qualitativamente têm possibilidade de serem candidatas”, analisou.

Recuo

Com três pré-candidatos para duas vagas, caberá ao DEM e a Mauro Mendes encontrarem uma saída para não rachar o grupo político. A esperança é que um dos postulantes decida recuar da candidatura. O prazo final para definição das chapas é 5 de agosto, quando se encerra o período das convenções partidárias.

“Uma hora alguém terá que recuar. Eu espero que não seja eu. Ainda não chegou o momento da definição”, declarou Sachetti. “Cada um tem suas qualidades. Fávaro é uma pessoa do bem, que eu admiro. E lá na frente vamos buscar um caminho para mim e para ele e vamos somar. O futuro a Deus pertence, não a mim”, prosseguiu.

Em caso de não se consolidar como candidato a senador, Sachetti avalia disputar a reeleição ou não se candidatar a nada. “Eu não estou avaliando meu recuo desse momento. Lá na frente vou ver. Naturalmente, se eu não for candidato a senador, tem a possibilidade de disputar a federal ou ser vovô, cuidar dos netos. Uma das três opções. Vamos tomar a decisão na hora certa”, disse.

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