Rota final: procuradores de MT serão investigados por ‘excessos’ em operação

Conselho Nacional dos Ministérios Públicos acatou reclamação do empresário, apontado como líder de esquema de fraude, sobre parcialidade em atos

Os procuradores de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Ana Cristina Bardusco e Ezequiel Borges de Campos, serão investigados pelo Conselho Nacional dos Ministérios Públicos (CNMP) por supostos vícios em ações da operação Rota Final. 

A investigação parte de uma reclamação do empresário Éder Pinheiro, apontado como líder de um esquema de fraudes nos serviços de transporte intermunicipal em Mato Grosso. Ele diz que os procuradores agiram com “parcialidade” e “abuso processual” no andamento das investigações. 

Os procuradores também teriam vazado informações sigilosas de Éder Pinheiro, dono da Verde Transporte, permitindo que empresas sem envolvimento no caso tivessem acesso a documentos. 

O conselho decidiu nessa segunda-feira (20) instaurar um processo disciplinar administrar (PDA) para apurar os supostos excessos. A maioria dos membros seguiu o voto do relator do caso, conselheiro Luciano Nunes de Maia. 

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No parecer dado no início da análise pelo CNMP, no dia 14, o conselheiro afirmou que é “fato incontroverso de que houve verdadeiramente o compartilhamento de dados e informações a terceiro”. 

Disse também que, sobre a suposta perseguição processual, a procuradora Ana Cristina Bardusco ainda não havia denunciado o empresário Éder Pinheiro por crimes apontados na deflagração da Rota Final, em 2018.

“Não pode o Ministério Público converter suas competências constitucionais em instrumento de perseguição pessoal sob pena de quebra do princípio da impessoalidade e de transformar o processo em um meio de perseguição”, afirmou. 

Rota Final investiga uma série de crimes supostamente cometidos por empresários e empresas do transporte rodoviário em Mato Grosso, com fraude em licitação, informações falsas e enriquecimento ilícito de políticos. 

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