Rosa Neide é representante de MT no impeachment do ministro da Educação

Deputada assinou pedido encaminhado ao STF e está na Comissão que começa a analisar o caso nesta terça-feira

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Mato Grosso terá um representante na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados que começa a discutir, nesta terça-feira (11), o pedido de impeachment do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

A deputada federal Rosa Neide (PT) assinou a lista dos 25 parlamentares que, na semana passada, apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido do impeachment.

Ela será também a responsável pela articulação do assunto junto a bancada de Mato Grosso. E, neste momento, segundo ela, a tendência é que o Estado tenha voto pela instalação do processo.

Ao LIVRE, a petista disse que metade do grupo de deputados do Estado já manifestou apoio pela saída de Weintraub do cargo. A adesão não teria justificativa política, mas as falhas que o ministro tem cometido desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

As falhas no Enem e no Sisu são motivo suficiente para o impeachment, na avaliação da deputada petista (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“Já conversei com alguns parlamentares da bancada e eles manifestaram posição pela saída do ministro e não é por que ele está ligado ao partido A ou B. A gravidade das falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são justificativas suficiente para cassação por improbidade administrativa”, sustentou Rosa Neide.

A reunião da Comissão de Educação está programada para às 10h (horário de Brasília) desta terça-feira. A discussão sobre o impeachment deverá se concentrar na validade do pedido, visto que o cargo do ministro tem status de comissionado. Isso quer dizer que ocorre por nomeação direta do presidente da República, via afinidade política.

Coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, o deputado federal Neri Geller (PP) diz que não vê espaço para o andamento do processo na Câmara. Contudo, evitou comentar a polêmica sobre as irregularidades no Enem.

Coordenador da bancada de MT, Neri Geller preferiu não entrar em muitos detalhes sobre o assunto (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os parlamentares que assinaram o pedido de impeachment dizem que o ministro infringiu os princípios de impessoalidade, transparência e eficiência com o erros no exame.

As decisões desencontradas de Weintraub atrasaram o calendário do Sisu e, consequentemente, de universidade e institutos federais pelo país que usam a avaliação como critério para a concessão de vagas.

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