Romoaldo sobre pedido de afastamento: “Um exagero, mas vindo do MP não é de se estranhar”

O deputado estadual e outras 15 pessoas são acusadas de desviar R$ 9,4 milhões dos cofres da AL, em 2014

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado estadual Romoaldo Junior (MDB) classificou como “exagero” o pedido de afastamento do cargo feito pelo Ministério Público do Estado (MPE) em ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Para ele, a medida teria o único intuito de macular sua imagem.

“Como afastar alguém sem ser julgado? E se no final do processo eu for inocente, como fica? Responder a processo é normal, agora o afastamento é exagero, mas vindo do MP não é de se estranhar”, disse o parlamentar, em entrevista ao LIVRE.

Ele e outras 15 pessoas são acusadas de desviar R$ 9,4 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa, em 2014, por meio de pagamentos superfaturados ao banco HSBC, com quem o Parlamento tinha uma dívida ajuizada. Romoaldo, que presidia o Legislativo à época em substituição a José Geraldo Riva, afirmou que a delação deixa claro que ele nunca falou com o interlocutor do banco.

“A gente nunca conversou. Isso aí eu fiz quando era substituto do Riva. Tinha a negociação para pagar a dívida, a Procuradoria-Geral da Casa fez o parecer favorável, o financeiro deu ok e nós pagamos a seguradora”, declarou.

O deputado ainda criticou a promotora Daniela Berigo Buttner Castor, que propôs a ação. “Ela cita que respondo a 19 ações de improbidade, só que ela esqueceu de citar que todas elas são de quando eu era prefeito e que todas foram movidas pela prefeita que ganhou a eleição, que é minha adversária política”.

O emedebista ressaltou, no entanto, que acredita que a Justiça vai negar o pedido do Ministério Público e dará condições para que ele faça sua defesa. “Eu confio na Justiça”.

Além de Romoaldo, foram denunciados os ex-deputados José Riva, Mauro Savi (DEM) e Gilmar Fabris (PSD), o ex-secretário-Geral, Luiz Márcio Pommot e o ex-procurador-geral Anderson Flávio de Godoi. A ação é originária da Operação Ventríloco, deflagrada em 2015.

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