CidadesComportamentoConsumoCuiabáDestaquesEspecialNegóciosSeleção dos Editores

Rodízio de funcionários é questionado por trabalhadores: “Muda o quê?”

Foto de André Souza
André Souza

Na quarta-feira (7), o comércio de Cuiabá amanheceu com uma nova regra para cumprir: o rodízio de funcionários que, em tese, deve evitar aglomerações e desafogar o transporte coletivo. A medida foi decretada pelo prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), mas tem sua eficácia questionada pelos trabalhadores.

“Muda o quê?”, pergunta a gerente de uma loja de roupas, Leimi Mendes, rodeada de três colegas de trabalho que endossam a dúvida.

As quatro usam o transporte coletivo para chegar à loja, que fica na Rua 13 de Junho, Centro de Cuiabá. Com o decreto, tiveram o horário de trabalho alterado e bateram o ponto com uma hora de diferença. A loja funcionou das 8h às 18h.

“Na hora de ir embora, é tudo a mesma coisa. O número de ônibus parece que não aumentou e está tudo lotado. Então, na prática, muda o quê?”.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Não faz diferença

Para outros comércios ao longo da Rua 13 de Junho o decretou não fez muita diferença.

Jeniffer Souza trabalha no caixa de uma farmácia. Lá, as equipes já se dividiam em horários diferentes. O mesmo já é seguido na loja de variedades em que Clodoaldo é gerente.

“Na minha opinião, a medida não vai ser eficaz e não faz diferença por aqui. Mas entendo que é difícil para o prefeito tomar uma decisão em um momento com esse”, reflete. “Se fechasse tudo, o povo ia fazer festa em Chapada dos Guimarães”, completa.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Risco de infecção versus mais ônibus

Ao anunciar a nova medida, a prefeitura determinou também o aumento em 10% da frota do transporte coletivo. Na prática, 20 novos ônibus passariam a circular somando, então, 360 veículos em operação.

“Temos um firme compromisso com a preservação da saúde, garantindo também o direito do cidadão de trabalhar e ganhar o seu sustento”, explicou Pinheiro.

Quem está nas ruas ainda não viu o resultado prático. Leimi e as colegas de trabalho apontam a superlotação, principalmente, em linhas que passam por bairros mais afastados e vão até o Centro. São exemplo, para elas, o 103, a linha 711 e o 605.

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

E é aí que mora o perigo. Para o virologista Rômulo Neris, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nesse cenário, o risco de exposição ao vírus em um ambiente com pouca circulação de ar, isolado, podem aumentar consideravelmente.

No mês passado, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) evidenciou a superlotação no transporte público ao divulgar números recordes da covid-19 no Brasil. A fundação ressalta que é momento de reforçar as medidas preventivas e aconselha até o uso de mais de uma máscara de proteção durante o uso dos transportes coletivos.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

A Propósito

Por que você deveria visitar o Goiabeiras Shopping

Primeiro shopping da capital aposta em cultura, tranquilidade e valorização regional
Especiais

Café Brasileiro celebra aniversário de MT com edição especial e homenagem ao Estado

O Livre recebeu kit comemorativo criado para celebrar os 278 anos do Estado
Crônicas Policiais

Guarda Municipal intensifica segurança no comércio de Várzea Grande

Ação reforça rondas ostensivas e organização do trânsito na região central durante aumento do movimento para compras do Dia das Mães
Geral

Mulheres de MT podem pedir medida protetiva sem sair de casa

Estado investiu em tecnologia para agilizar atendimento e ampliar proteção às vítimas de violência doméstica.
Carregando horário...