Revista Pixé: imortais apresentam produção literária de MT em evento na USP

Luciene Carvalho e Eduardo Mahon integram debate sobre leituras periféricas ao eixo RJ-SP; na ocasião, o escritor apresenta a experiência do novo periódico digital

A literatura mato-grossense é destaque na Universidade de São Paulo (USP). Os imortais da Academia Mato-Grossense de Letras (AML), Luciene Carvalho e Eduardo Mahon, apresentam suas novas obras e falam sobre a produção contemporânea no Centro-Oeste. Para ilustrar o cenário, o escritor também recorre à experiência da mais nova iniciativa colaborativa online, a Revista Pixé.

Nesta quarta-feira (24), Eduardo Mahon, que é diretor-geral da revista, apresenta a Pixé e fala sobre o romance recém-lançado, “A gente era obrigada a ser feliz” durante a 5ª edição do “Palavras em Trânsito”. Na quinta-feira (25), é a vez de Luciene Carvalho compartilhar sua poesia e suas reflexões sobre a produção literária feita à margem dos grandes centros, no mesmo evento.

Com o objetivo de proporcionar a interlocução entre grupos de pesquisa das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, o “Palavras em Trânsito: cânone e periferia na contemporaneidade” se debruça sobre o fenômeno literário e o estudo de obras, teorias e autores periféricos. O encontro também pretende dar relevo à socialização da produção científica.

“É interessante observar que vamos dialogar não com alunos de graduação, mas com o programa de pós-graduação da USP. São mestres, doutores e pós-doutores em literatura brasileira da maior universidade do país”, ressalta Eduardo Mahon.

Revista Pixé

Experimentando o casamento entre literatura e artes em geral, a Revista Pixé tem se tornado um case de adesão. Conforme Eduardo Mahon, membro da Academia Mato-Grossense de Lestras (AML), a experiência vem agregando uma quantidade expressiva de escritores, adeptos a diversos gêneros literários e de diferentes gerações, além de artistas visuais e até da música.

“A revista piloto teve 12 colaboradores, a primeira edição saiu com 23 e, agora, nós teremos 30 autores na edição de maio. Para se ter uma ideia do grau de envolvimento dessa revista, nós já temos artistas escalados até dezembro. A edição de junho já está até adiantada, porque os autores se reciclam e mandam muita coisa inédita”, conta Mahon.

A essência “multi-linguagens” do periódico, por sua vez, se expressa na própria estética visual. A revista piloto foi ilustrada por Silvio Sartori e a primeira edição, lançada em abril, por Regina Pena. “Em maio, será a vez da italiana Maria Pia Tedesco. Depois, das figuras infernais do Marcelo Antunes, as fotografias do Jonas Barros, seguidas da provocação do Gervane de Paula”, revela o escritor.

Expediente da 1ª Edição (abril) da Revista Pixé, ilustrada por Regina Pena

Para o escritor, a experiência da Revista Pixé – especialmente seu contexto digital – se insere em um momento de retomada da tradição colaborativa da literatura mato-grossense. Para o ano que vem, no entanto, o plano é trabalhar para que revista também seja impressa.

“Nunca houve um periódico com essa adesão autoral em Mato Grosso, muito embora o Estado tenha uma tradição centenária em periódicos culturais. Não haviam editoras no Estado e a saída sempre foi publicar de forma colaborativa. Os primeiros coletivos de literatura surgiram com a revista ‘A Violeta’ e de lá para cá houveram várias, consolidando importantes autores da literatura mato-grossense”, explica Mahon.

“Com as editoras Entrelinhas e Carlini & Caniato, os escritores alçaram voo solo. E com a internet, ouve uma reviravolta da leitura, que passou a ser mais difundida, rápida e ao mesmo tempo mais fragmentada. É engraçado como as coisas vão e vem, porque isso proporcionou a formação de novos coletivos de autores, o que, ao contrário do passado, não ofusca lançamentos, premiações e reconhecimento individuais”, complementa.

Conheça aqui a Revista Pixé.

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