Retrospectiva 2020: MT contraria previsões econômicas e cresce durante pandemia

Estado passou de uma projeção de perda de 40% da receita para investimentos na ordem de R$ 9,5 bilhões

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A paralisação das atividades econômicas no início de 2020, por causa da pandemia de covid-19, ameaçou colocar Mato Grosso em uma nova estagnação. O governo calculava perda de até 40% do ICMS no fim do primeiro semestre e uma frustração de receita em outras áreas, com alguns setores parados. 

Contudo, não foi o que aconteceu. Os números oficiais mostram que Mato Grosso foi o Estado que mais cresceu durante os meses mais restritos da pandemia. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 15% na comparação com o mesmo período de 2019 e caminha para elevar o volume, mantendo a liderança no país. 

Esse crescimento possibilitou ao governo a manter o calendário de pagamento de salários dos servidores no fim de cada mês, incluindo o 13º; a quitação de dívidas e o início de investimento.

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) estima agora superávit de R$ 1 bilhão nas contas públicas de 2020. 

O governador Mauro Mendes (DEM) prevê ainda que a situação financeira no azul pode refletir na avaliação de investimento no Estado para o próximo ano, com melhora na nota de risco de endividamento. 

O ajuste já era previsto em agosto, quando a economia ainda estava em momento incerto, no início da retomada das atividades. Um levantamento divulgado pela na época pela Tendências Consultoria Integrada colocou Mato Grosso na lista de cinco Estados brasileiros que vão conseguir retomar o ritmo da economia já em 2021

No próximo ano, a tendência é que o PIB fique 1,4% acima dos índices de 2019 (antes da pandemia), impulsionado pelo agronegócio. 

As condições econômicas serviram para inflar a confiança do governo, que lançou neste ano um pacote de obras de R$ 9,5 bilhões, com R$ 2,1 bilhões previstos já para 2021. 

O governador Mauro Mendes disse que os ajustes fiscais feitos no primeiro semestre de 2019 – reforma administrativa, corte de gastos, renegociação de dívidas, aprovação do Novo Fethab, Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, etc. – prepararam o Estado para o momento de crise sanitária, embora ela tenha sido uma surpresa para todos. 

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