Retomada da economia: mulheres e jovens têm se saído melhor

Estudo do IPEA mostra que homens e profissionais mais experientes têm encontrado mais dificuldade para recuperar a renda

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre

A taxa de desocupação entre as mulheres ainda é maior do que entre os homens. Mas quando se fala em recuperação da renda que se tinha antes da pandemia, elas têm se saído melhor.

É o que revela um estudo do Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada (Ipea) feito com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando somados todos os ganhos – o que inclui até o auxílio emergencial -, a renda das mulheres aumentou 1,4% no segundo trimestre deste ano. E nos últimos 12 meses, houve aumento contínuo.

É um ganho três vezes maior do que o dos homens, segundo matéria publicada no site da Revista Exame.

Um dado animador, tendo em vista que a taxa de desocupação entre elas (17,1%) é bem maior do que entre eles (11,7%). Conforme o IBGE, só no terceiro trimeste de 2020, cerca de 8,5 milhões de mulheres deixaram de trabalhar.

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A mesma pesquisa também mostra que trabalhadores mais jovens têm encontrado mais facilidade para recuperar a renda perdida durante a pandemia do que profissionais mais experientes.

Quando analisados os dados do primeiro trimeste deste ano, quem tem idade entre 24 e 39 anos viu sua renda cair, em média, 7,7% em comparação ao mesmo perído do ano passado.

Ainda assim, os sinais são de recuperação. Nos três primeiros meses deste ano, 29,3% dos lares brasileiros não tinham nenhuma renda proveniente de trabalho. No três meses seguinte, esse número baixou para 28,5%.

No mesmo período do ano passado, quando vivemos o auge da pandemia, eram 31,5%.

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