|sábado, 21 abril 2018

Reportagem denuncia conexões entre Maggi, suposto “laranja” e venda de sentenças em MT

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A disputa por uma fazenda de calcário localizada em Rosário Oeste, que foi à leilão na Justiça do Trabalho e chegou a ser arrematada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, à época senador, acabou levantando suspeita de vendas de sentenças por juízes de Mato Grosso, cujas investigações correram desde 2005 sob segredo de justiça nas corregedorias da Justiça do Trabalho e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Conforme material ao qual o jornal O GLOBO teve acesso, Maggi acabou desistindo do lance, de R$ 22,7 milhões, e sub-rogou o direito de arrematação a Gilberto Eglair Possamai, que arcou com o valor e adquiriu a fazenda.

Segundo O Globo, ex-vereador de Sorriso pelo PSDB, Possamai se elegeu em 2004 sem declarar patrimônio e com despesas de campanha que somaram R$ 11 mil. Agora, em 2018, articula uma candidatura a suplente de senador.

A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar as condições em que se deram o leilão que teve a participação de Maggi, sob suspeita de que Possamai fosse seu “laranja”. O inquérito, no entanto, acabou arquivado por falta de provas.

De olho no calcário, o herdeiro da fazenda, Alain Borges, e os inquilinos para quem alugava as terras, passaram a questionar a propriedade do imóvel na Justiça, com o intuito de anular o leilão e impedir a falência da empresa Cotton King, uma fábrica de tecidos em Cuiabá de propriedade do falecido pai de Alain, que entrou em recuperação judicial e acabou penhorando os bens de Borges, inclusive a fazenda.

Com a briga judicial, a ideia era ainda tentar transferir a massa falida da empresa para as mãos de Jorge Zanette, um empresário que já foi preso em São Paulo por estelionato. O leilão chegou a ser anulado na 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá. Na 1ª Vara Cível da cidade, por sua vez, o juiz Flavio Miraglia Fernandes homologou o arrendamento da Cotton King para a empresa Darling Harbour Confecções, de Zanette.

Em 2014, entretanto, o empresário brigou com a turma de Alain Borges e decidiu munir Possamai com o histórico de conversas de um mês que manteve no WhatsApp com a advogada Cláudia Regina Ferreira, que supostamente intermediava vendas de sentenças no Judiciário mato-grossense. O material, que possui 22 páginas e ao qual O GLOBO teve acesso, sugeria uma trama para manter as terras com seus antigos donos.

Clique aqui para ler a matéria completa.

COMENTÁRIOS

  1. A ganância de certas pessoas como a do Sr. Maggi, não tem limites, arrematou essa fazenda a troco de banana, através de um laranja, essa fazenda, pelo potencial que tem, vale pelo menos 10 vezes mais do que foi pago no leilão.

  2. Seria interessante levantar a ficha criminal desse Possamai e verão que se trata de estelionatário e vendedor de insumos agrícolas piratas! Figura conhecida em Sinop e região

  3. PGR em cobra providências há muito tempo contra esse absurdo! Vender fazenda de valor astronômico! Aí os juízes do TRT e Do TJ corrigem esse absurdo e eles é que são bandidos?

  4. Isso tá parecendo com o caso Lula. Decisão de 4 juízes de MT, apoiados em pedido da Procuradoria Geral da República por suposta fraude em leilão!
    Todos errados só esse Gilberto Possamai, e supostamente o Blairo, estão certos?

  5. Nesse caso, essa reportagem foi muito infeliz em lançar suspeitas contra os juízes do Trabalho e Estadual. A imprensa está sendo usada para legitimar uma falcatrua desse tal Possamai! Os juízes que anularam a venda da área estão corrigindo um absurdo. Basta ver o valor de avaliação e o valor pelo qual foi vendida a fazenda.

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