Repercussão internacional: incêndios ameaçam mercado da carne

Ministro irlandês diz que votará contra acordo da UE com Mercosul se Brasil não “honrar com os compromissos ambientais”

(Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

O mercado internacional da carne mato-grossense pede ser prejudicado por conta dos incêndios na floresta Amazônica.

Nessa quinta-feira (22), o jornal Irish Time publicou uma matéria, na qual o primeiro ministro da República Irlanda, Leo Varadkar, ameaçou votar contra o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (EU).

Varadkar diz que, caso o Brasil não “honre os compromissos ambientais”, não haverá possibilidade de o país ser favorável ao tratado.

Ministro irlandês diz que votará acordo entre UE e Mercosul (Reprodução)

Uma das preocupações do país é com os estados de Mato Grosso e Pará (citados na matéria) que possuem fazendas nos limites da floresta.

Na avaliação do primeiro ministro, um dos produtos mais impactados será a carne, principalmente o produto vindo do Brasil e da Argentina.

Vários líderes mundiais reagiram às notícias sobre incêndios na Amazônia, como o presidente da França, Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron, que chegou a convocar uma reunião do G7 – os sete países mais ricos do mundo – para debater a questão.

Em Mato Grosso

O presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Guilherme Nolasco, afirma que os empresários e governo vão investir em informação.

Como estratégia, irão participar de eventos, fóruns especializados e todo tipo de encontro político que oferecer espaço para apresentação das ações executadas em prol da sustentabilidade na produção, além dos cases de sucesso.

“Temos que separar o joio do trigo. Quem faz queimada ilegal não são os pecuaristas que atuam no mercado internacional. Eles já entenderam que preservar faz parte do negócio”.

Caso haja qualquer restrição na comercialização, Nolasco argumenta que será difícil calcular o impacto.

Atualmente a UE é a quarta em quantidade de carne comprada, mas é a primeira no valor. “Estamos falando de um mercado que paga bem e é referência para outros países”.