18 de abril de 2026 10:00
Crônicas Policiais

Renan Jonatas, 16: o garoto que morreu porque alertou o amigo sobre facção

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Após um mês de procura pelo adolescente Renan Jonatas Ramos, de 16 anos, a Polícia Judiciária Civil solucionou o caso de seu desaparecimento.

O menino foi morto por uma facção após avisar um colega de que a morte dele estava decretada e este fugir. Renan pagou com a própria vida, por ter salvado a do colega.

A mãe do adolescente, Lizanete Luiz Pimenta, procurou a Delegacia de Alta Floresta (790 km de Cuiabá) no dia 21 de abril, dizendo que o filho havia desaparecido. Desde então, a Polícia Civil iniciou as buscas ao menino.

Além de pedir ajuda à polícia, ela também recorreu às redes sociais e fez publicações com fotos e textos emocionados pedindo às pessoas para compartilhar as imagens e ajudá-la a encontrar o filho. Juntas, as publicações chegaram a mais de 300 mil compartilhamentos.

No dia 5 de maio, quando já havia 15 dias do desaparecimento de Renan, ela fez um apelo:

“Já se vão 15 dias e nada de você, meu filho. Já fiz tudo, agora quero que você entenda que você deixou sua família para trás, sem notícias, com o coração [apertado]. Se você tiver fugido com medo de alguma coisa e não quer fala onde está, pelo meno pega o telefone e me liga, avisa, ‘mãe, estou bem, só que estou fugido’, para eu ficar mais tranquila. Eu não aguento mais de tanta angústia”, escreveu.

De informante a próxima vítima

Durante os 30 dias de checagem de informações, os policiais da Divisão de Homicídios, com apoio das Divisões de Entorpecentes e de Roubos e Furtos da Delegacia de Alta Floresta, descobriram que Renan supostamente fazia parte de uma organização criminosa da cidade e que teria sido morto por seus comparsas.

Mas os policiais descobriram, também, que até chegar à morte de Renan, primeiro ele ajudou a salvar a vida de um colega.

Segundo a Polícia Civil, a facção havia decretado a morte de um comparsa do adolescente, mas antes que o homicídio acontecesse, Renan avisou o rapaz, que fugiu da cidade de Alta Floresta e, por isso, não foi morto.

Como castigo por ter evitado a morte, a principal liderança da associação criminosa, junto aos “conselheiros”, decretou a morte de Renan.

Morto a tiros

Após um mês de investigações, o corpo de Renan foi encontrado na tarde desta quinta-feira (21), em avançado estado de decomposição, na estrada Céu Azul, na Comunidade Paraíso, zona rural de Alta Floresta.

O adolescente estava a 10 metros de uma cerca, com as roupas que havia desaparecido: calças jeans, camiseta amarela, boné, chinelos e com a carteira com os documentos pessoais.

Foram encontrados quatro buracos no crânio e um projétil de arma de fogo, indicando que ele foi morto a tiros. O projétil foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que fará a caracterização, identificação e comparação balística.

Apesar da localização do corpo e da possível elucidação da causa do assassinato, divulgada pela Polícia Judiciária Civil, ninguém ainda foi preso pelo crime.

A PJC afirmou que as investigações agora serão intensificadas em busca de confirmar os indícios, identificar os autores e prender os envolvidos no homicídio. (Com Assessoria)

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