Reitora da UFMT suspende aumento nas refeições até dezembro

A reitora da universidade, Myriam Serra, havia anunciado o reajuste de R$ 1,00 para R$ 11,00 o valor da refeição no restaurante. 

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A reitoria da Universitário na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu o reajuste nas refeições do Restaurante Universitário até dezembro de 2018. A decisão foi encaminhada hoje aos estudantes da instituição. A reitora da universidade, Myriam Serra, havia anunciado o reajuste de até R$ 10 nas refeições, chegando a R$ 11 o valor.

“Nas audiências públicas e nos espaços de discussão internos da Universidade em que abordamos este tema, ouvimos sobre o apelo da não implementação deste formato de reajuste”, disse a reitora.

No documento enviado pela Reitoria aos Comandos de Greve dos estudantes e Diretório Central dos Estudantes (DCE’s) dos Campus de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Araguaia e Rondonópolis, há o compromisso de construir, por meio do Conselho Universitário (Consuni), uma nova política de alimentação a partir de 2019. Para isso, será necessária a readequação de despesas em 2018 para garantir o funcionamento da Universidade.

A realização de audiências públicas em todos os campus da universidade com a presença da reitora foi outra decisão encaminhada aos estudantes. O mecanismo é apontado como forma de estabelecer mediação mais direta com toda a comunidade acadêmica.

“Há um cenário de restrição orçamentária imposto às universidades públicas em nosso País. Embora atuemos contra isso no campo político e social, de forma imediata, também precisamos readequar nossas despesas internas. Mas ouvimos da comunidade acadêmica sobre a importância de participar ativamente deste processo”, disse Serra.

Segundo informação da UFMT, os recursos das universidades públicas destinados a despesas de custeio vêm caindo seguidamente nos últimos anos. O Orçamento de 2017 para custeio, por exemplo, caiu 4,5% em relação ao exercício anterior. Esses contingenciamentos do Governo Federal, principalmente de custeio e de investimentos, têm impactado significativamente na situação financeira das Instituições de Ensino Superior Federais (IFES).

Ocupação

Desde que a reitora anunciou o reajuste, parte dos estudantes começou a se mobilizar de forma independente para barrar o aumento. Alguns discentes “ocuparam” a guarita do campus de Cuiabá da UFMT. Apesar da mobilização ter sido feita de forma isolada, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) só deflagrou greve estudantil no começo de maio.

O movimento sofreu o primeiro golpe dias depois, quando o juiz federal Raphael Casella de Almeida Carvalho determinou duas ações de reintegração de posse. O magistrado também aplicou multa diária de R$ 5 mil.

Com informações de assessoria

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