“Rei do Rolê”: MT quer aproveitar programa federal para vender novos destinos turísticos

Governo Bolsonaro vai gastar R$ 3 milhões para estrangeiro viajar pelo Brasil durante 30 dias

A Cachoeira Véu de Noiva não poderá ser vista no período de suspensão de visitas (Foto: Divulgação)

Previsto para ser lançado pelo Governo Federal no dia 7 de setembro – feriado da Independência do Brasil – o programa “Rei do Rolê” deve ser uma oportunidade para Mato Grosso “vender” destinos turísticos ainda não explorados pela Embratur – órgão responsável pela divulgação do turismo nacional no restante do mundo.

O “Rei do Rolê” será uma espécie de reality show em que um turista estrangeiro vai visitar diversas regiões do país durante 30 dias. Todo o percurso será acompanhado por uma equipe da Embratur, que vai registrar a viagem em vídeo e divulgar em um site e redes sociais específicos do programa.

O “rolê” termina com uma visita ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Tudo será pago pelo Governo Federal e a estimativa de gasto é de R$ 3 milhões. O propósito: divulgar os pontos turísticos do Brasil de uma forma diferente.

A escolha do estrangeiro será por meio de um concurso, cujas regras só serão informadas no dia do lançamento do programa. De acordo com o site Metrópoles, um dos critérios de escolha deve ser a quantidade de seguidores nas redes sociais.

Ainda segundo o portal, a ideia inicial é que o tal turista esteja no Brasil durante o Carnal, portanto, o roteiro da viagem deve incluir o Rio de Janeiro e São Paulo, além de Pernambuco e Bahia.

Ao final da viagem pelo Brasil, turista selecionado vai ter um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

E Mato Grosso?

Secretário de Turismo de Mato Grosso, Jefferson Moreno afirma que soube do “Rei do Rolê” há cerca de 10 dias. Na oportunidade, o próprio presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, informou que uma reunião sobre o assunto seria realizada – a data mais provável é na próxima semana – com os representantes de alguns Estados do país.

Se Mato Grosso estiver na lista, Jefferson vê uma boa oportunidade para divulgar destinos ainda não explorados pela Embratur, como a porção da floresta Amazônica dentro do Estado e a Região do Araguaia.

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Em ambos os locais, a estrutura para receber bem o turista – um dos principais entraves de outros atrativos mato-grossenses – já está pronta. Apesar disso, a Embratur costuma focar mais esforços em destinos já “consagrados”, como Chapadas dos Guimarães, o Pantanal e, mais recentemente, Nobres.

Participação

Jefferson Moreno, aliás, disse que o governo do Estado quer participar mais ativamente das escolhas de programas de investimento da Embratur. “A gente tem a visão do que está pronto no Estado e pode ajudar a destinar os recursos para outras regiões, não apenas as de sempre”, ele pontua.

Um exemplo disso é o Investe Turismo, que vai aplicar até R$ 1,9 milhão em capacitação de empresários e agentes públicos para potencializar o setor. Ao longo de 2019, em Mato Grosso, cinco cidades – Poconé, Nobres, Cáceres, Chapada dos Guimarães e Cuiabá – serão beneficiadas e a secretaria não participou dessa escolha.

A definição foi feita pelo Ministério do Turismo, Embratur e Sebrae Nacional, este último o responsável pelos cursos e consultorias que serão realizados.

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