Reduzir desmatamento: MT está longe de cumprir metas, diz ONG

Meta firmada na COP 21, em 2015, era reduzir taxas de desmatamento no Estado até 2030

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em 2015, o Governo de Mato Grosso assumiu o compromisso internacional de reduzir as taxas de desmatamento no Estado, atingindo 571 km² por ano até 2030. A meta foi estipulada durante a Conferência do Clima, em Paris. O objetivo, porém, está onde de ser executado. É o que afirma o Instituto Centro de Vida (ICV).

Um levantamento da instituição revelou que o desmatamento no Estado atingiu 1.767 quilômetros quadrados entre agosto de 2019 e julho de 2020. Os números apontam para um aumento de quase 4% em relação ao ano passado e a maior taxa dos últimos 12 anos.

O desentendimento entre as esferas do governo é que mantém os números em alta, opina o ICV.

Isso porque, em nível estadual registrou-se um aumento de 33% no número de autos emitidos em relação ao ano anterior. O valor corresponde a cerca de seis vezes o número de autos de infração do Ibama no mesmo período e é maior que o número de autuações anuais pelo Ibama dos últimos 10 anos no Estado.

Em contrapartida, no mesmo período, o número de autos de infração emitidos pelo Ibama em Mato Grosso manteve a tendência de redução verificada nos últimos três anos. Entre janeiro e novembro de 2020, o órgão emitiu 347 autos de infração – uma queda de 80% em relação a 2017.

O número de termos de embargos do Ibama também apresenta forte redução. Entre janeiro e novembro de 2020, foram emitidos 102 embargos pelo órgão federal, menos de 20% do total registrado em 2017.

Na ilegalidade

“O ritmo de destruição das florestas no Estado continua ‘alarmante'”, aponta o ICV, segundo quem, a ilegalidade tem parte nessa situação.

“Nos últimos 12 anos, o desmatamento legal foi irrisório quando comparado a abertura de áreas de forma ilegal. Apenas 12% de toda as florestas destruídas no Estado nesse período foi realizado de forma autorizada”, diz o documento.

Em 2020, dos 83 municípios do Estado com desmatamento detectado pelo Inpe em 2020, apenas 33 deles apresentaram alguma área com desmatamento legal, ou seja, detinham autorizações válidas emitidas pelo órgão ambiental.

Colniza foi o município com maior área desmatada no Estado em 2020, com 238 quilômetros quadrados de novas áreas abertas e já lidera a destruição de florestas no Estado há, no mínimo, sete anos.

(Com Assessoria)

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