Redução de ICMS para gasolina deve interromper mercado do etanol em MT

Setor vem crescendo desde 2017 com produção anual hoje na casa dos 4 bilhões e investimento estimado em R$ 5 bilhões

Inpasa é a mais nova usina de etanol de milho em Nova Mutum (Foto: Nilvan Apolo/Inpasa)

A redução do ICMS para a gasolina poderá interromper o crescimento de cinco anos do mercado do etanol em Mato Grosso. O presidente do Sindicato das Indústrias de Bionergia de Mato Grosso (Sindalcool), Silvio Cézar Pereira Rangel, diz que o combustível mais limpo irá perder a competitividade, mesmo se mantendo com o preço mais baixo. 

“É preciso avaliar para esse cenário que o etanol traz mais benefício para o motorista quando o preço dele equivale entre 70% e 74% do preço da gasolina – a variação depende da potência do motor. Acima disso, não compensa mais”, afirmou. 

A incidência do ICMS sobre etanol em Mato Grosso está em 12,5%. A taxa é quase a metade dos 23% cobrados na gasolina. O projeto de lei em tramitação no Congresso, já aprovado pela Câmara dos Deputados, limita a cobrança para derivados do petróleo a 17%. 

A diferença para o etanol caria pela metade. O empresário Silvio Cézar Rangel diz que para manter a competividade do setor seria necessário manter a proporção de 9,5 pontos percentuais, o que jogaria o a taxação do etanol para abaixo de 5%, num cenário ideal. 

“Para o etanol continuar valendo a pena, a proporção tem que ser mantida, e isso não vai afetar só Mato Grosso vai afetar todo o país, pois vai afetar todo uma cadeia de empregos e serviços. Mas, eu espero que além do preço o consumidor considere que o etanol é um combustível mais limpo que a gasolina”, comentou. 

Conforme o Sindalcool, de 2017 pra cá a produção de etanol em Mato Grosso de pouco de 1 bilhão de litros ao ano para 4,3 bilhões de litros. O volume fez o estado saltar no ranking nacional da 4ª para 3ª colocação, a caminho da 2ª. 

Os números da produção atraíram outros números. O mercado de emprego em torno do setor é estimado em 10 mil trabalhos diretos e 40 mil indiretos. O investimento até 2025 gira em torno de R$ 5 bilhões. O principal responsável pelo impulsionamento é a produção do biocombustível do milho que dominou o mercado local. 

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