Mensalidades escolares devem subir 7% em média, em MT

Previsão considera a inflação e reajuste salarial para 2019

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

As escolas particulares de Mato Grosso já começaram a enviar bilhetes com os novos valores das matrículas para o ano de 2019 e o reajuste preocupa alguns pais. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe), Gelson Menegatti Filho, o aumento deverá ser menor que o do ano passado.

Levantamento feito pelo sindicato com cerca de 60 instituições em todo o estado apontou que o reajuste médio das mensalidades deverá ficar entre 5% e 7%. “É uma média que ainda pode haver alterações, mas não deve passar disso”, disse o presidente.

Segundo o representante das escolas, ainda é possível encontrar algumas instituições que não deverão repassar um reajuste muito grande para os pais. “Tem escolas que nem vão reajustar. Tem escolas que vão reajustar para um pouco mais. Só que tudo depende da planilha de custo do colégio”, afirmou.

Conforme a legislação, as escolas particulares devem elaborar planilha de custo para comprovarem o valor do reajuste, embora não exista um teto para tal. Entre os itens que compõem a planilha estão o reajuste salarial e a inflação estimada, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), é de 4,43%. O documento elaborado deve ser fixado na escola, em local visível.

Mesmo considerado um reajuste baixo, se comparado aos quase 10% aplicados em 2017, os valores das mensalidades estão pesando cada vez mais no bolso da população.

Contador, Paulo Roberto de Alcântara, de 48 anos, disse que, para 2019, deve gastar pouco mais de R$ 2 mil para manter os dois filhos na escola. Atualmente, eles cursam o 9º e o 2º ano no Colégio Coração de Jesus, em Cuiabá.

“O Gabriel, meu filho mais velho, vai para o primeiro ano do ensino médio e pediu para ir para outro colégio, para onde alguns amigos vão. Já entrei em contato, mas não sei se vai dar. Lá a mensalidade é de R$ 1,5 mil e não tem a turma da Júlia, que vai para o terceiro ano do fundamental. Então não tem como conseguir desconto por serem dois”, disse.

Para o profissional, o melhor é manter os dois filhos na mesma escola, assim garante um desconto maior devido ao tempo na instituição e por serem duas crianças. “Não dá para ficar mudando muito. Mesmo com o reajuste, é preferível deixá-los no mesmo lugar, porque já nos conhecem, a gente também já conhece e gosta da escola, e tem a facilidade para negociar”, finalizou.

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