R$ 22 por habitante: MT é o penúltimo Estado no rateio de recursos federais

Informação foi revelada pelo presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Guilherme Maluf em uma live

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Guilherme Maluf e o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, não economizaram críticas ao governo federal durante uma live realizada pelo TCE nesta quinta-feira (20) pela manhã.

Ambos questionaram o volume de recursos que a União está destinando ao Estado para as ações de combate ao coronavírus.

De posse de uma tabela a qual o LIVRE teve acesso, Maluf afirmou que Mato Grosso é o segundo Estado com o menor investimento, perdendo apenas do Pará.

Dos R$ 7,7 bilhões já investidos pelo governo federal no combate ao coronavírus desde março, apenas R$ 78 milhões vieram para cá.

Conforme o presidente do TCE, o cálculo da divisão leva em conta a quantidade de habitantes. Como Mato Grosso tem uma população de aproximadamente 3,4 milhões de pessoas, significa dizer que o investimento per capito foi de R$ 22,40.

Vale lembrar que o Estado divide a “laterninha” também com Espírito Santo, onde o investimento por habitante foi um pouco maior: R$ 26,35. No Pará, último da lista, o valor por pessoa foi de R$ 20,07.

Até agora, o Distrito Federal recebeu mais recursos, alcançando a marca dos R$ 189,53 por habitante. Aparece na lista seguido de Roraima (R$ 108,64) e Amapá (R$ 93,15).

Atuação da bancada

Maluf cobrou mais atuação da bancada mato-grossense em Brasília. Afinal de contas, os próprios números mostram que a incidência do próprio coronavírus não é critério para a distribuição do dinheiro.

São Paulo, que é líder em casos confirmados, aparece em 21º lugar na lista, atrás de Mato Grosso do Sul, o Estado com menor número de pessoas contaminadas e mortas pela doença.

Dando sequência à comparação, temos os 2º e 3º Estados com maior número de casos – o Ceará e o Rio de Janeiro – ocupando a 7ª e 22ª posição na lista do rateio do dinheiro.

Agora, a esperança – tanto do presidente do TCE, quando do secretário de Saúde – é que uma fatia mais expressiva de recursos federais seja destinada a Mato Grosso quando forem divididos os R$ 60 bilhões de auxílio emergencial para Estados e Municípios.

A princípio, a previsão é que o Estado receba um total de R$ 2,3 bilhões para investimentos.

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Investimentos

Durante a live, Gilberto Figueiredo afirmou que grande parte dos investimentos em leitos em hospitais mato-grossenses foi feito apenas com recursos estaduais.

Ele disse que o governo entrou em um rateio com outros Estados e conseguiu somente 10 leitos de UTI e eles sequer incluíam os respiradores, que precisaram se adquiridos posteriormente.

Os demais leitos já instaladas desde o início da pandemia foram conseguidos com recursos próprios e parcerias.

Figueiredo citou ainda que, do total encaminhado pelo governo federal, mais de R$ 26 milhões ficaram em Cuiabá, onde não houve abertura de novos leitos, mas sim a conversão de leitos antigos em exclusivos para pacientes da covid-19.

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