Quem pensa, não vive

Há um texto do Gustavo Corção chamado “É verdade que quem pensa não casa? ”. Essa maravilhosa reflexão me fez querer expandir a frase para outros lugares que não o universo do matrimônio.

O grande ponto do texto é: quem pensa demais para fazer algo está, na verdade, em busca de uma certeza que não existe. É como se ler mais, conhecer mais, saber mais, de alguma forma, fosse eliminar por completo a porcentagem de dúvidas que temos ao escolher algo.

É como só escolher um caminho com a certeza de que ele será o certo.

Eu poderia dizer, por meio de um testemunho pessoal, que, se eu pensasse melhor, não teria saído da casa dos meus pais. Porque, veja, não havia nenhuma pressão nesse sentido; minha relação com eles é e sempre foi muito boa. Eu não pensei muito sobre os detalhes de morar sozinho.

Tenho certeza que se eu ficasse pensando muito mais, eu não daria esse salto. Após o momento em que eu decidi me mudar, após algumas poucas conversas com amigos e familiares, dentro de poucos dias eu estava me mudando.

Foi uma das melhores decisões da minha vida, sem dúvida.

No ato da mudança, um senhor amigo me disse: “Logo, logo você está casado”. Quase dois anos depois a profecia estava realizada.

O que eu quero dizer aqui, e digo como alguém de temperamento melancólico, é que há um limite para pensar antes de agir. Claro que agir sem pensar é imprudência, mas o oposto também é um problema.

É como aquele ditado que diz: primeiro você pisa, depois Deus põe o chão.

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