“Quem não tiver planejamento está fora da pecuária”, alerta Flávio Resende

Resende coordena o projeto Boi 777, um sistema que tem como objetivo reduzir o período de engorda e aumentar o peso da carcaça

Imagem Ilustrativa (Foto: Sistema Famato)

Calcular cada centavo que se investe na criação de bovinos é uma regra de ouro para quem quer se manter neste sistema. O alerta é do zootecnista Flávio Resende, que palestrou no terceiro dia da Oeste Rural Show, em Pontes e Lacerda. A programação da feira vai até este sábado (28).

Resende coordena o projeto Boi 777, um sistema que tem como objetivo reduzir o período de engorda e aumentar o peso da carcaça. O especialista avalia “que o que manda na fazenda é a capacidade de remanejar o pasto”.

O zootecnista ainda foi enfático ao apontar alguns erros que estão sendo cruciais na bovinocultura, como a suplementação de baixo consumo de forma aleatória e a falta de investimento em pasto.

“Ter um centro de custos financeiros é muito importante. Tem que raciocinar. Saber o custo operacional do pasto, inclui valor do arrendamento do pasto, sanidade, mão de obra, manutenção benfeitorias e administração. Tem que investir na pastagem. Quem não tiver planejamento está fora da pecuária”, assevera.

Na perspectiva do mercado, considerado o alto custo de cria, recria e engorda e o preço de venda “estagnado”, o palestrante alerta: “O que paga a conta da fazenda é o ganho de peso dos animais. A base da produção é o pasto, então tem que ser eficiente nesta questão”.

Pasto forte e confinamento

Dentro da perspectiva de planejamento e de nutrição animal, o engenheiro agrônomo Wallace Barbosa, da Pronutiva, palestrou sobre o fortalecimento do pasto.

“O pecuarista antes de ser um bom produtor de carne, precisa ser um excelente produtor de capim” destacou.

Por outro lado, uma das estratégias utilizadas no manejo de bovinos é o confinamento, como forma de garantir a produtividade e a lucratividade nas fazendas, driblando os desafios do período de seca.

O professor doutor em Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso, Pablo Gomes de Paiva, demonstrou a importância da técnica.

“Um dos problemas da pecuária é o período de entressafra, entre julho e novembro, que é o período de seca e no qual começa a faltar pastagem. Sem o sistema de confinamento, as contas neste período não fecham, além de queda no desempenho dos animais”, aponta o professor.

Paiva explica que também existe o semiconfinamento, que pode ser utilizado no período das águas para manter o potencial de ganho de peso dos animais.

Outra possibilidade, segundo o professor, é pasto rotacionado, que distribui melhor a colheita da forragem, e equilibra a chamada “flutuação de lotação” na fazenda.

(Com informações da Assessoria)

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