Quatro mato-grossenses poderão estar nas Olimpíadas de Tóquio 2020

Canoagem, ciclismo, judô e atletismo são as modalidades dos possíveis medalhistas

A delegação de atletas brasileiros que competirão nas Olimpíadas de Tóquio 2020 poderá ter a participação de 4 mato-grossenses. Caso todos consigam passar pela seletiva, estaremos com um candidato a mais em comparação a Rio 2016.

Entre os selecionados, a expectativa é que estejam o judoca Davi Moura, a ciclista Clemilda Fernandes e a canoísta Ana Sátila Vieira Vargas, que é considerada favorita ao ouro.

Ana Sátila é de Jaciara, onde iniciou os treinamentos, e compete na categoria Slalom. (Divulgação)

Também consta na lista de possíveis medalhistas a ciclista Clemilda, que é de São Félix do Araguaia e, atualmente, está na Europa. Ela ocupa o primeiro lugar no ranking mundial na categoria dela.

“Só terei a resposta definitiva no final do ano com o fechamento do ranking. Caso consiga me manter na colocação, estarei em Tóquio”.

Clemilda ainda aguarda o fechamento do ranking anual para saber se vai às Olimpíadas. (Divulgação/Arquivo pessoal)

Novo nome

Outra esperança é Lissandra Maysa de Sousa Campos, 17, de Nossa Senhora do Livramento, que tem conquistados resultados vitoriosos dentro de sua categoria na modalidade do Salto em Distância.

Segundo o coordenador de esportes de Alto Rendimento da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel), Vicente Lenilson, para as próximas olimpíada, a jovem pode estar entre as selecionadas.

Porém, na competição subsequente, Paris (2024), tudo indica que será uma das grandes promessas.

Lissandra Maysa tem 16 anos e é destaque no salto em distância, dentro da categoria dela (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Ele afirma ainda que os nomes são previsões, mas podem ter acréscimos, uma vez que algumas modalidades ainda não concluíram as seletivas.

Vale lembrar que em 2016, foram representantes de Mato Grosso os atletas Ana Sátila – que provavelmente estará no Japão -, Bruna Benites (Futebol Feminino) e Clemilda Fernandes (Ciclismo de Estrada).

Davi Moura é judoca e uma das esperanças de medalhas para o Brasil (Divulgação)

Longe de casa

Todos os atletas com perfil olímpico acabam optando por treinar fora do Estado por conta de questões financeiras.

O professor explica que quando as pessoas começam a despontar nas competições, logo os clubes aparecem para fazer propostas.

“Aí, o atleta precisa escolher entre ficar na sua cidade, mas sem dinheiro, ou defender um clube de fora. Qual opção você escolheria?”.

Com relação à Bolsa Atleta, que é paga pelo governo Federal, Lenilson explica que ajuda muito, mas os valores geralmente são inferiores aos pagos pelos contratantes de fora.

Ele lembra ainda que todos os anos, o atleta fica cerca de 5 meses sem receber.

“A bolsa é anual e quando o prazo acaba, é preciso esperar a abertura do edital e todas as fases protocolares que demoram meses”.

Vicente Lenilson diz que atletas acabam indo para clubes com mais estrutura e salários (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O professor considera ainda os casos em que o atleta precisa deixar os treinos para trabalhar e ajudar no sustento da família.

“Casos como este são frequentes e deixam muitos talentos pelo meio do caminho”.

Redes sociais versus esporte

Outra medida, na opinião do professor, treinador e medalhista olímpico, é fomentar o trabalho de base que hoje está perdendo espaço para as redes sociais.

“Precisamos fazer as crianças se espelharem em atletas bem-sucedidos para ganharem gosto pelas modalidades. Estamos perdendo espaço para o celular”.

Hora e horas na frente da telinha do aparelho. Em um revezamento constante de conversas, jogos, aplicativos e vídeos. Assim é a vida dos adolescentes atualmente.

“Eu já proibi o uso de celular nos treinos. Mas, muitos desistiram porque não conseguem ficar sem”.

Além de tornar o esporte mais atrativo, o atleta considera que é preciso ampliar e aproximar as pessoas dos projetos e espaços de treino.

“No meu projeto, tenho aluno que fica 3 horas dentro do ônibus todos os dias para treinar”.

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