Quase 110 mulheres foram agredidas diariamente em Mato Grosso em 2018

Dados são frutos de um levantamento da Secretaria de Segurança Pública, que pontuou redução de mil casos, comparado a 2017

Ilustração

Quase 40 mil casos de violência contra a mulher foram registrados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em Mato Grosso, em 2018, de acordo com o último levantamento da Pasta. O número, apesar de alarmante, apresenta leve redução nos crimes, numa taxa de 1,9%.

Segundo a Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Sesp, em 2017 foram registrados 40.550 casos com vítimas femininas. Isso simbolizaria mais de 111 mulheres agredidas ou ameaças diariamente em Mato Grosso. No ano passado, a média diária foi de 109 mulheres.

Análise nos dados do Estado apontam que o crime de ameaça ainda é o mais registrado. Nos dois anos consecutivos, essa tipificação teve mais de 14 mil queixas na delegacia. O segundo caso de maior incidência é a lesão corporal – isto é, agressão. Desse crime, foram registrados 7.884 casos em 2018 e 8.297 em 2017. Ele é seguido pela injúria, que aumentou de 4.022 para 4.382 casos.

Diminuição

A Sesp pontua que houve diminuição em alguns crimes registrados no ano passado. Os casos de homicídio, por exemplo, que somaram 75 mortes de mulheres em 2017, caíram para 67 em 2018, o que ainda é considerado um dado alarmante. Casos de calúnia, constrangimento e estupro também tiveram queda nos registros, sendo que, no ano passado, a polícia contabilizou, respectivamente, 93, 790 e 251 denúncias.

Entre outros crimes, o relatório divulgado pela Sesp também aponta que foram registrados 6 casos de tortura, que consiste em “submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental” e um caso de exploração sexual.

O delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, titular da Delegacia Especializada da Mulher, Criança e do Idoso de Várzea Grande, observou que a redução seria resultado de operações rotineiras, por meio das quais a polícia consegue cumprir mandados de prisão contra agressores, e ações de prevenção feitas em escolas da rede pública.

Com assessoria

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