Quanto ganha um professor em Mato Grosso?

Se o governo conceder o aumento previsto na Lei da Dobra, o salário do professor pode chegar a R$ 11,4 mil

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em greve há 68 dias, os professores da rede estadual de educação recebem em Mato Grosso de R$ 2.899,73 a R$ 10.604,18. O salário varia de acordo com a formação de cada professor e com o tempo de serviço no Estado – e o provento leva em conta o salário pago por 30 horas de serviço semanal.

Caso o aumento previsto em lei seja concedido, o salário do professor em Mato Grosso será de R$ 3.122,71 e pode chegar a R$ 11.419,64, na base de cálculo de 30 horas, a mais comum na rede estadual.

As escolas estaduais de Mato Grosso ainda contam com professores que trabalham 20 horas por semana – e eles recebem de R$ 1.933,11 a R$ 7.069,46.

Os professores reclamam que são a categoria que possui um dos menores salários pago pelo Estado e cobram o aumento de 7,69% previstos na Lei Complementar 510/2013, que prevê aumento de 100% no salário dos professores até o ano de 2023.

No entanto, o governo alega que rompeu o limite de gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo informações do governo, a LRF, como é conhecida, teria mais força sobre a lei complementar estadual, o que impediria a gestão de conceder o aumento, neste momento.

O Estado também alega crise de caixa e lembra que está pagando parcelado o salário dos servidores.

O sindicato que representa a categoria chegou a cobrar mais empenho dos deputados estaduais na busca de uma solução para a greve e, até a semana passada, sindicalistas estavam acampados na galeria da Assembleia Legislativa.

O ponto dos professores grevistas permanece cortado. O governo pagará os professores que retornaram da greve.

Folha salarial dos servidores da Educação/Julho-2019

Tabela salarial atualizada dos professores em MT

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3 COMENTÁRIOS

  1. Mão de obra qualificada exige salário valorizado. Por isso, valorização salarial está ligada à qualidade da Educação. Quando o governo Mauro Mendes renega a valorização salarial dos trabalhadores da Educação, ele está dizendo que não quer mão de obra qualificada para atender as filhas e filhos da população!

  2. “No entanto, o governo alega que rompeu o limite de gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo informações do governo, a LRF, como é conhecida, teria mais força sobre a lei complementar estadual, o que impediria a gestão de conceder o aumento, neste momento.”

    O governo está equivocado nessa afirmação já que a própria LRF no seu artigo 17 dá sustentação a lei 510/2013.

    “Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios.”

    A contabilização do IRRF no cálculo do gasto de pessoal que está distorcendo o limite. O TCE contabiliza o IRRF dos servidores do executivo mas não contabiliza o valor do abono de permanência dos servidores do ministério público do estado do MT. Muito complicado quando o entendimento jurídico varia conforme a posição social ou exercício profissional.

    O TCE deveria retroceder

  3. Thiago Andrade os valores de salários na folha do mês de julho estão erradamente dobrados para alguns servidores. O certo seria utilizar a folha de abril, que foi antes da greve.

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