Quando a seleção americana foi mal em torneios de basquete

O famoso time dos sonhos já teve seus pesadelos durante a história

Christian Laettner, David Robinson, Patrick Ewing, Larry Bird, Scottie Pippen, Michael Jordan, Clyde Drexler, Karl Malone, John Stockton, Chris Mullin, Charles Barkley e Earvin “Magic” Johnson, Jr.. Para muitos, o maior time de basquete que já dividiu as quadras atuou nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona. A primeira formação do que foi conhecido como o Dream Team, que pode jogar após a FIBA (Federação Internacional de Basquete) permitir que os jogadores da NBA participassem dos Jogos Olímpicos.

Mas, as glórias dos jogadores americanos pelas quadras não começaram nessa ocasião. A Seleção de Basquete dos EUA sempre é candidata a fazer grandes campanhas e suas 15 medalhas de ouro olímpicas em 18 possíveis provam isso. Mas, mesmo com toda essa soberania e tradição, nem sempre as coisas vão bem para o Time dos Sonhos como a atual edição da Copa do Mundo de Basquete nos mostra.

Confira abaixo cinco vezes em que a Seleção de Basquete Americana desapontou seus fãs.

Medalha de Prata na Copa do Mundo de Basquete no Chile, 1959

O torneio parecia tranquilo para a seleção americana, após ganhar seus seis primeiros jogos na competição e com a medalha de ouro garantida. Mas, ao enfrentar a equipe da União Soviética em Santiago, os EUA acabaram sofrendo sua maior derrota em diferença de pontos na história, um acachapante URSS 67-32 EUA. Após isso, a seleção das estrelas e listras ainda perdeu para o Brasil, ficando na segunda posição do grupo final na terceira Copa do Mundo realizada na história.

Medalha de Prata nas Olimpíadas de Munique, 1972

Nos jogos olímpicos que infelizmente ficaram marcados pelo horror do terrorismo, a final do campeonato de basquete foi entre as seleções americana e soviética (sim, eles de novo). Para muitos foi a mais controversa final da história do esporte. A equipe dos Estados Unidos havia conquistado as sete medalhas de ouro anteriores nos Jogos Olímpicos e venceu de forma convincente seus oito primeiros jogos do torneio, colocando seu recorde olímpico geral de 63 vitórias e 0 derrotas a prova.

O jogo estava acirrado e os EUA viraram a partida nos últimos segundos, fazendo o placar de 50-49. Renato William Jones, figura proeminente da FIBA na época, ordenou que houvesse mais três segundos de partida, alegando um mau funcionamento dos relógios que cronometravam o tempo. Foi o suficiente para que os soviéticos virassem o jogo, vencendo de 51-50. Jones não tinha autoridade para fazer tal mudança no jogo, mas seu prestígio era tal que os árbitros acataram a ordem. Os jogadores norte-americanos jamais aceitaram a prata.

Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Seul, 1988

A última olimpíada sem jogadores da NBA e com a União Soviética, que cairia nos anos seguintes, foi também a que a seleção americana teve o pior resultado até então, uma medalha de bronze. Nas semifinais, mais uma vez EUA x USSR se enfrentaram com os russos levando a melhor por 82 a 76 – desta vez, sem nenhuma polêmica de arbitragem.

Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Atenas, 2004

O basquete americano certamente não guarda boas lembranças dos jogos de Atenas, com a pior participação de sua história. Já na partida de estreia, os Estados Unidos começaram perdendo para Porto Rico, por 92 a 73. Após passar com a última vaga em seu grupo, com três vitórias e duas derrotas, eles batem a Espanha nas quartas-de-final, mas perdem para uma grande seleção argentina, liderada por Luis Scola, Manu Ginóbili, Carlos Delfino e Andrés Nocioni. A semifinal acabou com o placar de 89 a 81 para os hermanos, a terceira derrota em uma mesma edição de Jogos Olímpicos para os americanos, que antes de 2004 só haviam perdido duas vezes. Mas, os EUA ainda tiveram a força de garantir a medalha de bronze contra a Lituânia.

Abaixo do 6º lugar na Copa do Mundo da China, 2019

Com uma seleção com poucas estrelas vindas da NBA e com adversários cada vez mais preparados, a seleção americana vai amargar em 2019 sua pior participação na história das Copas do Mundo. Com jogadores de alto nível que optaram por não participar, o Time EUA era desprovido de jogadores da primeira classe da National Basketball Association (NBA). Eles perderam para a França nas quartas-de-final, terminando sua série de 58 vitórias em competições internacionais, tendo que se contentar com a disputa do quinto lugar. Na partida seguinte, outra derrota, para a Sérvia, e com isso, o máximo que a mais poderosa seleção do esporte pode conseguir é o sétimo lugar, a pior participação de sua história.

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