Qual é o seu preço? Consultora ensina prestadores de serviços iniciantes a fazer o cálculo

Consultora financeira diz que o dilema ainda é latente na cabeça de muitos profissionais, mas não é um bicho de sete cabeças

(Foto: jcomp - br.freepik.com)

Pandemia, home office e as novas configurações das relações de trabalho estão pegando os profissionais de “calças curtas”. Muitos perderam o emprego de carteira assinada e, agora, tentam se encaixar nas alternativas disponíveis, entre elas a prestação de serviços.

Quando o trabalho depende de insumos materiais, os orçamentos de matéria prima podem ser um guia na precificação. Contudo, como fazer quando o que se oferece é um trabalho intelectual?

A consultora financeira Camila Rossi diz que o dilema ainda é latente na cabeça de muitos profissionais, mas não é um bicho de sete cabeças.

Ela aconselha as pessoas a começarem o processo calculando quanto elas ganhavam por hora trabalhada nos empregos. Na conta, devem estar o salário e demais benefícios.

Consultora financeira Camila Rossi fala que trabalhar por conta própria pode ser mais rentável (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

“É muito interessante ver que muita gente se impressiona quando percebe que a hora trabalhada é de R$ 20 ou até menos. Nesse momento, reconhecem que trabalhar como prestadores de serviço pode ser vantagem”, argumenta.

Após identificar o valor, deve-se acrescentar um percentual de 40%, caso a empresa integre o Simples Nacional. Este valor, vai compensar férias e 13º salário, rendas que integram os ganhos dos trabalhadores assalariados.

Agregando valor

Especializar-se em algo faz com que o valor por hora tenha acréscimos de mais de 100%. Mas para ter acesso ao ganho, o profissional precisa fazer cursos, investir em si mesmo e também em experiências profissionais.

Ainda colocar isso na proposta e em redes sociais para que o cliente saiba das expertises do futuro contratado. E nesse ponto vale tudo. Fazer vídeos sobre o tema e também gravar depoimento com clientes, o que traz mais credibilidade.

E nada de misturar o trabalho com o lazer. Deve-se construir um Instagram, Facebook ou LinkedIn focado no que se quer comercializar.

“Eu falo como conhecimento de causa, porque, no começo da minha carreira, eu me apresentava como atuante em vários segmentos e só consegui ter lucro quando me posicionei como consultora financeira, foquei nos cursos direcionados e passei a me apresentar com tal”, relembra.

Organização no combate a insegurança

Rossi avalia que muitos trabalhadores têm medo de atuar de forma independente por conta de uma falsa segurança que a carteira assinada dá. Segundo ela, este conceito caiu por terra com a pandemia.

A perda do emprego ou a mudança na forma de contrato fez com que o profissional se visse obrigado a mudar. “E as pessoas estão vendo que pode ser muito mais rentável”.

No entanto, ela reforça que o empresário precisa ser muito organizado com relação ao dinheiro. Guardar a parte destinada ao 13º salário e férias, bem como pensar em uma previdência privada, formas de investimento e ainda não se esquecer de ingressar como Microempreendedor Individual (MEI).

O registro garante a aposentadoria, além de assistências em caso de doença ou gravidez.

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