Qual a opinião do resto do mundo sobre a vacina chinesa contra a covid-19?

Desconhecimento sobre a vacina financiada pelo governo chinês tem criado barreiras para aceitar a produção mais avançada contra a pandemia

(Foto: Reprodução/The Guardian)

A polêmica da vacina, ainda em fase de teste, contra a covid-19 – da farmacêutica Sinovac – se fortalece por falha na estratégia política do governo chinês. A China se fechou à participação de pesquisadores estrangeiros no estudo e, por isso, o que se sabe sobre a CoronaVac está na palavra de poucos países selecionados para o desenvolvimento do produto, incluindo o Brasil. 

A escassez de informação existe, até mesmo, para cientistas e veículos de imprensa respeitados no meio científico.

O especialista em biossegurança do Centro de Controle da China, Wu Guzhien, disse no início deste mês, à revista Nature, que o centro regulador chinês ainda aguarda “resultado robusto” para aprovar duas vacinas nacionais, uma delas a CoronaVac, que tem participação do Instituto Butantan, em São Paulo. 

Mas, antes disso, no fim de setembro, o governo chinês anunciara que o teste de vacina seria ampliado para crianças.

Conforme o site da Fortune, a Sinovac incluiu mais de 500 crianças e adolescentes, com idade entre 13 e 17 anos, no espectro de pessoas receberão doses. Um teste para saber os efeitos nessa faixa etária.

Os testes, ainda em setembro, tiveram início com trabalhadores dos serviços considerados essenciais. Mas uma nova etapa começou esta semana, impulsionada pelo risco de segunda onda de contágio na China. Segundo a Reuters, o governo chinês incluiu pessoas de fora do grupo prioritário no rol de testados. A justificativa foi de que as vacinas em desenvolvimento têm “baixo efeitos colaterais”. 

A decisão foi criticada por cientistas estrangeiros. O receio é o mesmo que vem sendo apresentado por especialistas brasileiros, incluindo os da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): o desconhecimento da produção, deixa a vacina no mais completo breu. 

Fora da China, os especialistas afirmam que a vacina chinesa é, hoje, a que está em fase mais avançada e é a maior esperança de haver, no mercado, um produto que derrube o Sars-Cov 2, mas tudo isso é colocado na condição do que a própria China divulga. 

Participação brasileira 

O anúncio do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nessa terça-feira (20) de distribuição de doses a partir de janeiro partiu da apresentação do Butantan, na segunda-feira (19). 

O diretor do instituto, Dimas Covas, disse que, dentre todas as vacinas que estão em desenvolvimento e que estão sendo testadas contra o novo coronavírus, a CoronaVac é a que se mostrou mais segura. Isso significa que ela não vem apresentando efeitos colaterais graves. 

“A vacina Butantan é a mais segura em termos de efeitos colaterais. É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo”, disse Dimas Covas. 

Segundo ele, o resultado está baseado em estudos feitos no Brasil com 9 mil voluntários da área da saúde, com idades entre 18 e 59 anos, e vem comprovando os resultados de segurança que já haviam sido registrados em testes de fases 1 e 2 na China.  

No Brasil, apenas 35% desses 9 mil voluntários tiveram reações adversas leves após a aplicação da vacina, tais como dor no local da aplicação ou dor de cabeça. Não houve qualquer registro de efeito colateral grave durante a testagem. 

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