PSD anuncia independência e entrega cargos no Governo Taques

A executiva do PSD decidiu, em reunião que durou cerca de cinco horas na noite desta quarta-feira (21), se tornar independente em relação ao governo Pedro Taques (PSDB) e entregar os cargos que o partido possui. O presidente do PSD em Mato Grosso e vice-governador Carlos Fávaro, que é pré-candidato ao Senado, recebeu a missão de construir a aliança para as eleições deste ano, com autonomia para negociar tanto com a oposição como com partidos da base aliada.

Ainda nesta quinta-feira (22), serão colocados à disposição do governador os cargos do secretário de Ciência e Tecnologia (Secitec), Domingos Sávio, do presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), Layr Motta, e do presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Eduardo Moura, além dos cargos de escalões inferiores que foram indicados pelo partido. Moura informou à imprensa que pedirá demissão, já que possui mandato de presidente com vigência até 2020. Os cargos das cotas pessoais dos deputados não serão entregues.

Carta branca

“Foi deliberado que o PSD terá independência para construir um bom projeto para Mato Grosso e para o PSD”, anunciou Fávaro à imprensa, ao fim da reunião, pouco depois da meia-noite. Os líderes presentes deram a ele carta branca para conduzir as negociações sobre o candidato a governador que PSD apoiará e o espaço que a sigla terá nas eleições deste ano.

Na reunião, a maioria dos prefeitos e líderes do interior defendeu o rompimento com Pedro Taques, e houve até pedidos para que Fávaro disputasse o governo estadual. Os quatro deputados estaduais foram mais conservadores. Ondanir Bortolini “Nininho”, Wagner Ramos, Pedro Satélite e Gilmar Fabris defenderam que a sigla continue ao lado do governador neste momento. Também participaram do encontro presidentes municipais do partido e vereadores.

Racha

Em entrevista, Carlos Fávaro destacou que adiantou a deliberação para dar liberdade aos filiados para construírem seus projetos eleitorais antes de encerrar o prazo para mudança de partido. “Acabou o caciquismo no PSD. Aqui ninguém manda, ninguém decide sozinho. Vou trabalhar muito para manter a unidade do PSD. Mas se alguém se sentir muito insatisfeito e achar que tem outro projeto, não pode reclamar que o partido o deixou preso depois do dia 7 de abril”, disse.

Em um dos momentos de tensão da reunião, o deputado Gilmar Fabris chegou a cobrar de Fávaro que sinalize o rumo da sua candidatura para que ele possa decidir se apoia ou não. Em entrevistas anteriores, Fabris já havia admitido a possibilidade de deixar o PSD se não concordasse com a decisão da sigla. Satélite e Ramos, disseram, antes de entrar para a reunião, que, embora defendam a manutenção da aliança com Taques, irão acatar a decisão da maioria. Nininho se esquivou da questão.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, que é porta-voz dos que defendem o rompimento com o governo, comemorou a decisão do partido. “Foi uma reunião longa e democrática em que todos opinaram. O que mais importa é o PSD construir um projeto de desenvolvimento que tire Mato Grosso desse marasmo e desse caos econômico, financeiro e de gestão”, declarou, sorridente.

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