Propostas de uso sustentável da terra são apresentadas a candidatos

O grupo alerta que o desmatamento e a agropecuária são responsáveis por cerca de dois terços das emissões de carbono no país

(Divulgação)

Mais de 170 entidades representantes do agronegócio, de organizações civis que atuam em defesa do meio ambiente, do clima e especialistas acadêmicos lançaram hoje (3) um conjunto de 28 propostas aos principais candidatos que vão disputar as eleições deste ano. O movimento, chamado “Coalização Brasil Clima, Florestas e Agricultura”, elaborou propostas relacionadas ao uso da terra considerando os riscos das mudanças climáticas.

O grupo alerta que o desmatamento e a agropecuária são responsáveis por cerca de dois terços das emissões de carbono no país. O objetivo é recomendar aos candidatos a formulação de uma agenda de governo que estimule práticas e soluções mais sustentáveis para redução emissão de carbono na atmosfera.

As propostas estão baseadas em três eixos: ordenamento territorial, dinamização dos mecanismos de mercado e agropecuária de baixo carbono aliada à conservação, restauração, reflorestamento e uso sustentável dos recursos naturais.

Entre as propostas da coalização está a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para garantir o cumprimento do Código Florestal a partir do aprimoramento da concessão de crédito agrícola vinculado a práticas sustentáveis, por exemplo.

Outra proposta é fomentar a expansão da agropecuária e a recuperação florestal em áreas desmatadas e que estão abandonadas ou subutilizadas. Para combater a crise hídrica, a coalização sugere que a cobertura florestal seja recuperada em áreas de recarga dos aquíferos das bacias hidrográficas consideradas estratégicas.

O movimento propõe ainda que o próximo governo direcione recursos para implantar em todo o país sistemas de monitoramento do desmatamento, restauração e reflorestamento, afim de melhorar o planejamento e a implementação de medidas de da biodiversidade no território nacional.

Há também a proposta para financiar e incentivar Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para uso sustentável de produtos não madeireiros e dos recursos genéticos e bioquímicos das florestas nativas.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorDEM recusa candidatura de Mauro Savi, preso há três meses no CCC
Próximo artigoMoradores juntam dinheiro e pagam velório de Sapinho, morto pela PM