Cidades

Promotor diz que defesa de cabo Gerson tenta ligar sistema Guardião a grampos ilegais

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Ednilson Aguiar/O Livre

Gaeco Operação Convescote

Gaeco é detentor do sistema Guardião

O promotor Milton Pereira Merquiades afirmou que advogados que atuam no caso do escândalo dos grampos ilegais tentam tumultuar o processo ao insistir em tratar do sistema Guardião durante as audiências do processo do cabo Gerson Correa. O policial militar confessou ser operador de um sistema de grampos ilegais dentro do governo e é o único dos envolvidos que continua preso.

Nesta sexta-feira (9), Merquiades afirmou que foi criado um pano de fundo no processo como se toda a ilegalidade começasse no sistema, quando muitas interceptações nem passam pelo Guardião, pois foram feitas com direcionamento para telefones celulares, que não necessitam passar pelo sistema.

“A defesa sempre tenta jogar como se o Guardião do MP fosse o responsável por essas escutas clandestinas. Mas nenhuma dessas interceptações que são objeto do processo hoje passaram pelo Guardião. Então, se não passaram pelo Guardião, qual a importância de estar se questionando tanto nesse momento? É apenas uma estratégia de defesa, para tumultuar o processo, e vamos combatê-la”, disse o promotor à imprensa.

Ele afirmou que o sistema utilizado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e cedido à Polícia Militar foi colocado no foco do escândalo depois da entrevista coletiva do governador Pedro Taques (PSDB), no dia 12 de maio de 2017, quando o gestor tratou do caso pela primeira vez.

“Graças a Deus, ao longo do processo a verdade está vindo à tona. Nós não temos nada a ver com isso e tampouco nada a esconder. Trabalhamos de uma forma limpa, transparente. E, no final de tudo, a verdade virá à tona. E aquelas pessoas que são culpadas vão responder pelos seus atos”, disse.

O promotor acredita que a defesa pode estar tentando anular operações do Gaeco que utilizaram escutas telefônicas via Guardião. “Talvez essa seja uma das pretensões. Mas eu não acredito que venha a anular nada, porque todas as operações do Gaeco foram feitas com autorização judicial. Não teve nenhum caso de barriga de aluguel envolvendo o Gaeco ou o Ministério Público”, concluiu.

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