Promotor considera jogos da Série B e pede que Estado não libere Arena para festa dos 300 anos

Promotor lembrou que, em 2018, após um evento, o gramado ficou em condição “deplorável”

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O promotor de Justiça Ezequiel Borges de Campos, da 6ª Promotoria de Justiça Cível do Ministério Público do Estado (MPE), emitiu uma recomendação ao Governo do Estado para que ele se abstenha de liberar a utilização da área interna da Arena Pantanal para as festividades dos 300 anos de Cuiabá, programadas para acontecer entre os dias 6 e 8 de abril. O documento é dessa terça-feira (19).

No documento, o promotor de Justiça cita que tomou conhecimento sobre os eventos programados para as festividades dos 300 anos da Capital por meio da imprensa, e que, preocupado com a real finalidade da utilização do estádio, emitiu a recomendação.

Conforme o promotor, ainda tramita no MPE um procedimento de investigação a respeito de três partidas de futebol disputadas na Série C do Campeonato Brasileiro em 2018. Ele observa que, na ocasião de um jogo do Cuiabá EC contra o Atlético Acreano, realizado no dia 18 de agosto, o gramado encontrava-se “em condições deploráveis”. O jogo aconteceu logo após a realização do evento Rock Arena, na parte interna do espaço.

Em um trecho da recomendação, o promotor observa que, embora a Arena Pantanal tenha sido planejada com o conceito flexível para multiuso, “há vários fatores que inviabilizam, no momento, seu proveito integral na forma projetada”.

À exemplo, frisa que a obra sequer foi concluída. Ainda, ele aponta a dificuldade de gestão e altos custos de manutenção e a recuperação/manutenção preventiva do gramado.

Para o promotor, caso o Governo, que é proprietário e administrador do estádio, libere o uso interno da Arena, ele estará tolerando a inevitável destruição do gramado, que, segundo observou, é o único em condições para a prática de futebol profissional na Capital.

Não se trata de reduzir a finalidade e o alcance das características da Arena (que, consoante afiançado, sequer teve seu projeto integralmente finalizado), senão a de garantir que os jogos programados possam ser realizados no local, conciliando-se o interesse e o patrimônio público com os anseios legítimos do público torcedor”, diz em outro trecho.

Assim, o promotor deu o prazo de 10 dias para que o Governo retorne se deverá acatar ou não a recomendação do Ministério Público.

Cuiabá 300 anos

No início da semana, a prefeitura divulgou que escolheu o espaço devido à finalidade multiuso da estrutura e que já havia pensado na preservação do gramado.

Segundo divulgaram, a vegetação será protegida por um material moldado em plástico polipropileno de alta resistência e impacto. A estrutura é antiderrapante, tem proteção antichamas e ainda ranhuras para ventilação e fotossíntese do gramado. Também permite a troca de umidade com o meio ambiente.

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