Projeto de lei pretende tornar crime rezar diante de clínicas de aborto na Espanha

Se aprovado, manifestantes poderiam ficar até um ano presos

Manifestantes protestam contra o aborto na Espanha (Foto: The Independent)

O projeto de lei do Partido Social Obreiro Espanhol (PSOE), cujo objetivo é tornar crime qualquer manifestação pró-vida realizada próximo a clínicas de aborto, será debatido no Congresso dos Deputados da Espanha. As informações são do ACI Digital.

A resolução visa dar pena de prisão a quem “assediar ou restringir a liberdade de uma mulher que pretenda exercer o seu direito de interromper voluntariamente a gravidez”. Desta forma, ficaria proibido “promover, favorecer ou participar em concentrações nas proximidades dos locais habilitados para a interrupção da gravidez”.

Isso incluiria, por exemplo, rezar diante das clínicas de aborto, como diversos fieis espanhóis já fazem e pretendem continuar fazendo. Essas pessoas religiosas poderiam enfrentar penas de 3 meses a 1 ano de prisão. Outra opção seria fazer trabalhos comunitários em períodos que variam de 1 mês a 80 dias, segundo o ACI Digital.

Ainda de acordo com essa fonte, algumas medidas estão sendo tomadas pelos espanhóis que defendem a vida. Entre elas estão as manifestações dos grupos “Sim à vida”, que levam milhões de pessoas às ruas.

O site também cita a Ambulância Vida, serviço de ultrassonografia gratuito colocado às portas das clínicas de aborto. O objetivo seria mostrar à mãe os batimentos cardíacos do bebê na esperança de que ela se arrependesse quanto à decisão de abortá-lo.

Números alarmantes

Enquanto o número de abortos cai em países europeus como a Hungria, a Espanha apresenta dados preocupantes. Em 2019, quase 100 mil mulheres interromperam a gravidez, segundo um blog espanhol.

Esse registro representa o maior número para o país desde 2013, ano em que foram cometidos mais de 108 mil abortos.

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