Programe-se! Domingo tem espetáculo de dança no Espaço Mosaico

O espetáculo P.A.C.K.A.G.E. Fim O. começa a circular por espaços culturais da cidade. Neste domingo, às 19h, integra evento comemorativo ao mês da dança, realizado pelo Espaço Mosaico. O processo criativo tem se renovado com novas perspectivas consolidadas a partir da inclusão de estudos de grandes teóricos científicos sobre o comportamento humano.

O investimento é de R$ 20 mais 1 kg de alimento não perecível, na meia-entrada solidária. Ingressos à venda na bilheteria ou ainda, pelos telefones: 65-9695-8004 65-99938-4834.

Na empreitada, o bailarino Vinicius Santos ousou na composição da performance de dança contemporânea ao apostar em uma nova formatação. Ele começa com uma breve interação com a plateia – que por si só já é uma performance – e relata um pouco de sua história. Depois, as metáforas e a poesia são traduzidas em movimentos corporais. “Divido em dois atos, peles e vísceras. O fim, é o começo”, profetiza.

E assim, o espetáculo conduz o espectador por um mergulho profundo por sua ancestralidade e também, contextualiza episódios históricos marcantes da humanidade, como a perseguição aos judeus e discriminação racial, religiosa e política, como o período da Ditadura Militar, dentre outros.

A obra, que vem sendo desenvolvida desde 2011, propõe-se ainda, a estimular na plateia, reflexões sobre as inúmeras dualidades que o artista enfrenta na questão de quem é perante a para a sociedade em geral.

E ele se inclui entre as minorias. “Sou negro, ameríndio, judeu, gay e artista, sou um ser, humano. Nascido, criado e que constrói sua vida neste país chamado Brasil. Neste momento direciono minha atenção a toda violência física, histórica e psicológica”.

Para condução rítmica, Vinicius também se aprofundou em pesquisas. “Baseei minhas escolhas no trítono, conhecido também como o som do diabo. Em um certo período histórico da humanidade, quem o utilizava em suas composições pagava um alto preço: era executado”.

Para sugerir uma atmosfera asséptica o cenário é enxuto, o chão do palco é branco e a luz é fria. “Na época da Ditadura, houve uma tortura, a geladeira. As pessoas ficavam muito tempo em uma sala escura e úmida e depois, eram levadas para uma sala branca e quente”, explica a inspiração.

Por meio de sua atuação em palco, da trilha, figurino e cenário – todos com sua assinatura, além da direção – ele transpõe para a dança o sofrimento causado pelos infortúnios da humanidade. O objetivo, é estimular a reflexão da plateia, especialmente de forma individual. “As pessoas precisam ter mais atenção ao outro, olhar nos olhos, ter empatia, de verdade”, descreve.

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