Profissionais da educação rejeitam proposta e mantêm paralisação

Presidente do Sintep estima que quase 100 escolas aderiram a greve

(Foto:Ednilson Aguiar/O Livre)

Em nova assembleia geral realizada na tarde desta terça-feira (2), profissionais da rede de ensino municipal decidiram manter a greve geral que começou na segunda-feira (1º). Com isso, as atividades permanecem paralisadas em quase 100 instituições de Cuiabá.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) de Cuiabá, João Custódio da Silva, cerca de 35 mil alunos não tiveram aulas nesses dois dias de greve. A pausa nas atividades foi aprovada em assembleia realizada na quarta-feira passada (26), quando a categoria rejeitou uma segunda proposta enviada pela Prefeitura de Cuiabá.

Nesta terça-feira, cerca de 200 profissionais se reuniram na porta da prefeitura, na Praça Alencastro, para votar a terceira proposta, enviada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) na sexta-feira (28). Por maioria, a classe a rejeitou e manteve a greve.

[featured_paragraph]”[A greve] não é o que nós queremos. Nós gostaríamos de estar trabalhando”, comentou o presidente do Sintep. Segundo o representante, cerca de 90 unidades educacionais, entre escolas, creches e CMEIs, aderiram ao movimento grevista. Com isso, 35 mil alunos estariam fora da sala de aula.[/featured_paragraph]

Silva afirmou que, antes de apresentar a proposta ao Executivo, dois meses atrás, a diretoria do Sintep já havia feito os cálculos e chegado à conclusão de que as reivindicações são “possíveis de acatar”.

“De um modo geral, a categoria foi muito tímida quando reivindicou 4 pontos percentuais de ganho real de salário. Poderíamos ter pedido 12, 15%, pra ficar diminuindo, mas não. Fizemos as contas e todos os cálculos apontavam que poderiam, sim, ser dados esses 4 pontos”, comentou ao LIVRE.

Agora, a classe aguarda posicionamento do Executivo para mobilizar nova assembleia. Caso seja apresentada nova proposta nesta quarta-feira (3), a assembleia será realizada na quinta-feira e a possibilidade é de que as aulas retornem na próxima semana.

Outro lado

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que ainda aguarda um novo posicionamento do Executivo sobre a decisão dos professores. Dos nove pedidos apresentados pelos professores, apenas o reajuste salarial total, que beira os 7%, não foi acordado, uma vez que extrapolaria os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal do Município.

Ainda assim, afirma a prefeitura, o prefeito Emanuel Pinheiro chegou a oferecer um acréscimo de 6,03%, sendo 2,5% de ganho real no salário, que foi recusado pelo sindicato.

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