Profissão: plastificador de documentos

Valdemor estava "parado" e viu no ofício uma possibilidade de negócio

Antes, eles se acumulavam no entorno da Igreja da Matriz e agora, viraram artigo de luxo. Estou falando dos plastificadores de documentos, que eram considerados essenciais na hora de garantir a durabilidade do RG, Título de Eleitor e até mesmo CPF – já que ele passou a ser cartão plástico em 2000.

Valdemor Marques está resgatando o ofício. Desta vez com mais tecnologia e com um plástico com maior durabilidade. Ele carrega a empresa no carro e se instala diariamente em frente a Casa da Democracia, na avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá.

Valdemor Marques redescobriu a arte de plastificar documentos e ganha dinheiro com o ofício (Foto: Caroline Rodrigues)

Nos dias de recadastramentos, ele chega a atender 50 clientes. Já nos dias com menos movimento, o não passam de 20.

Marques conta que trabalhava na Sanecap e, desde que a empresa foi extinta por Dante de Oliveira em 1999, passou a ocupar diversas funções como motorista e atendente de telemarketing.

Ele estava parado a alguns meses e quando veio trazer a esposa no trabalho, percebeu que ali poderia ser um nicho de mercado para a atividade.

“Eu vi muita gente fazendo o serviço antigamente e comecei a pesquisar na internet. Comprei a máquina em São Paulo e estou tocando a vida”, relata.

Rafael Silva Oliveira e a família sabe da importância da plastificação. Ele é jardineiro e sempre está mudando em busca de emprego, o que favorece a perda, extravio ou danos aos documentos.

Rafael Silva ainda é da época do CPF impresso em papel e plastificado. (Foto: Caroline Rodrigues)

Nas mãos, ele ostenta um CPF emitido em 1998, quando a impressão era em papel. Documento em impecável estado de conservação por conta da plastificação.

Desta vez, ele resolveu proteger a segunda via do Título de Eleitor, a primeira via do título do filho dele e a certidão de nascimento da pequena Rebecca.

A esposa dele Marinete Souza da Conceição, 37, atesta o serviço. Conta que na casa dela, a única que não protegeu o documento foi ela, tanto que a certidão de nascimento está destruída.

Quem quiser os serviços de plastificação de Valdemor, basta procurá-lo na frente da Casa da Democracia. O valor é cobrado é R$ 5.

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