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Professor diz aos alunos que mudança de gênero não existe, é suspenso e acusado de transfobia

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Felipe Martins

O professor espanhol especializado em Biologia, Jesús Luis Barrón López, foi afastado do trabalho após 25 anos lecionando por conta de um processo disciplinar.

Um comentário emitido em sala de aula ofendeu os alunos que reclamaram com a direção do instituto IES Complutense, em Madrid.

O professor estava começando a ficar incomodado com as palestrar externas sobre ideologia de gênero no instituto por conta do uso de desenhos, práticas e vídeos “obscenos”, que incomodavam os alunos e não tinham autorização dos pais. Ele ainda havia afirmado que a diretora do local é influenciada pelas “ideologias feministas e de gênero”.

Em abril, Barrón pediu para lecionar sobre sexualidade em suas aula de biologia e, seguindo o material didático aprovado, ensinou os alunos que só existem os sexos masculinos e femininos, justificados pelos cromossomos XY e XX.

Ele explicou aos alunos que, embora as pessoas transexuais possam mudar seus órgãos genitais por meio de operações, continuarão com os cromossomos de seu sexo de nascimento.

Por conta da declaração, alguns alunos contaram aos pais o que aprenderam e, os pais, por sua vez, acharam o ensinamento transfóbico.

Ele afirma que foi acusado de coisas que nunca disse, como dizer que é errado um homem beijar outro homem. O professor revelou que estava disposto a se desculpar se tivesse ofendido alguém, mas que não poderia negar as evidências científicas, afirmando que “é como se o julgassem por dizer que a Terra é redonda”.

Por fim, o professor foi demitido por causa da aula, recebeu uma advertência profissional e redução salarial. A polêmica assumiu tal proporção que um documento assinado pelo diretor-geral de Recursos Humanos da Secretaria de Educação da Comunidade de Madrid afirma que o professor fez comentários sobre “diferentes orientações sexuais, de natureza homofóbica, racista e sexista, mostrando desprezo por grupos de diferentes naturezas”.

Já o professor acredita que está sendo perseguido por questões ideológicas e querem silenciá-lo a todo custo. Ele ainda disse que teve alunos transexuais que lhe enviaram cartas agradecendo por ser o único professor com quem poderiam falar sobre qualquer coisa. O caso ainda segue em investigação pelo Ministério da Educação para definir a tutela do profissional.

A diretora do instituto IES Complutense publicou um comunicado em que nega que a sanção ao professor foi executada por ela, mas pela Direção-Geral de Recursos Humanos do Ministério da Educação.

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