Procuradoria denuncia coronel reformado que ameaçou ministros em vídeo

Intenção do coronel reformado seria fomentar uma possível intervenção militar, conforme a denúncia

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra o coronel reformado do Exército Antônio Carlos Alves Correia. Ele é acusado pelo crime de incitação à animosidade entre as Forças Armadas e ministros de tribunais superiores. O motivo: a gravação de vídeos, no período eleitoral do ano passado.

O crime está previsto na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83) e, caso condenado, o oficial da reserva poderá pegar pena prevista de reclusão de 1 a 4 anos.

Entre os dias 31 de setembro e 19 de outubro de 2018, o coronel da reserva publicou em seu canal no Youtube oito vídeos em que lançava supostas ameaças à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época ministra Rosa Weber, e a outros ministros da Corte Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao então ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann.

O oficial da reserva foi alvo de mandado de busca e apreensão em 26 de outubro de 2018 e, na época, foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, além de manter distância de 5 quilômetros dos ministros da Corte.

Na busca e apreensão, foram recolhidos na casa do coronel oito dispositivos eletrônicos, sendo quatro aparelhos de telefone celular, um HD externo e três computadores portáteis. Com a quebra do sigilo telemático, a equipe da Polícia Federal conseguiu identificar mais 30 arquivos de vídeos gravados em circunstâncias muito similares aos vídeos tratados na denúncia.

“Não bastasse a tensão natural a qualquer processo eleitoral, o país, desde 2014, vinha experimentando uma preocupante onda de radicalização política e ideológica a provocar manifestações extremadas, em especial em ambientes de redes sociais”, escreveu o procurador da República José Maria Panoeiro, autor da denúncia.

Na avaliação do procurador, a suposta intenção do coronel reformado seria fomentar uma “possível intervenção militar ou contexto de convulsionamento civil valendo-se de supostas ameaças, ataques à honra e manifestações de descrédito em relação à higidez do processo eleitoral como um todo”.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorGCCO prende sete por envolvimento em furto de caixas eletrônicos
Próximo artigoPF apura fraudes no FIES, Prouni e Revalida e cumpre mandados em MT e SP

O LIVRE ADS