Procuradores do MPF promovem ato pela independência do MPF em Cuiabá

No passado, o PGR foi classificado como engavetador geral da república. Membros do MPF temem retrocesso e ataque à democracia

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) realiza nesta segunda-feira (09) ato pedindo a independência do Ministério Público Federal.

O protesto será simultâneo em todo Brasil e foi nomeado como o Dia Nacional de Mobilização pela Independência do MP. O objetivs dos organizados é reforçar a posição da carreira em defesa dos princípios democráticos e institucionais do MPF.

Em Cuiabá, o ato ocorrerá às 14h, na sede da Procuradoria da República em Mato Grosso.

Na última quinta-feira, a ANPR publicou manifestação pública de contrariedade à escolha do procurador-geral da República, Augusto Aras, ideologicamente ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem cabe, segundo a Constituição, a palavra final sobre a escolha do PGR.

No entanto, Aras não participou de debates públicos e seu nome estava fora da lista tríplice indicada ao presidente pela associação de procuradores, após votação interna dos membros do MPF.

Para a entidade, o desrespeito à lista tríplice foi o maior retrocesso institucional e democrático do MPF em 20 anos.

A listra tríplice da PGR existe desde 2001, ela não foi obedecida apenas em sua primeira edição. A partir de 2003, o governo decidiu prestigiar os indicados da lista, nomeando sempre  o mais votado.

A tradição de escolher o primeiro da lista foi quebrada por Michel Temer (MDB), em 2017.

Entretanto, Temer escolheu Raquel Dodge, mas ela fazia parte da lista, era a terceira colocada da lista.

Contra a atitude de Bolsonaro, a ANPR conclamou os membros do MPF a se manterem em estado permanente de vigilância e atenção na defesa dos princípios da autonomia institucional, da independência funcional e da escolha de suas funções com observância do princípio democrático no Brasil.

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