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Procurado! Paga-se recompensa por informações de ninhos de gaviões reais

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Está interessado em ganhar uma boa recompensa e ainda contribuir com a preservação da Harpia ou gavião real?

Uma pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está pagando R$ 500 para quem informar o paradeiro de um ninho ativo da ave.

Não precisa ficar preocupado. A intenção não é engaiolar a belíssima águia, mas sim instalar uma câmera para monitorar a rotina e os hábitos, entre eles alimentares, do animal.

A bióloga é Bianca Bernardon, que está fazendo doutorado e durante quatro anos vai se dedicar à pesquisa.

Ela explica que a bonificação é uma estratégia usada por outros estudiosos e sai bem mais barato. “O gasto com deslocamento e a busca na mata exige mais tempo e dinheiro”.

A doutoranda explica que a ave costuma fazer ninhos em locais altos e de difícil acesso. Existem registros da presença dela nas áreas de Cerrado, Pantanal e principalmente Floresta Amazônica.

“Quanto mais rápido encontrarmos os ninhos, maior é a chance de salva os animais porque começamos a monitorar e atuar com educação ambiental e incentivos ao turismo nas comunidades”, ela justifica.

“Às vezes, as pessoas matam um dos adultos porque acreditam que os animais estão no local para acabar com as criações, como galinhas”.

Características da águia

Hoje, a ave está na lista de animais ameaçados de extinção e poucos estudos foram feitos a respeito dela, que é a maior da América Latina.

Um indivíduo adulto, segundo informações do site Wikiave, pode ter entre 90 e 105 centímetros de comprimento. As fêmeas são maiores que os machos e chegam a pesar nove quilos.

Bernardon conta que o ciclo reprodutivo do animal é longo e chega a durar dois anos, entre cada ninhada.

Normalmente, são no máximo dois filhotes por vez, sendo que apenas um deles costuma vingar. “O mais forte acaba se alimentando mais e sobrevivendo”.

Outra característica do animal é a fidelidade. Os casais só trocam quando um deles morre.

Os registros atuais mostram que a ave se alimenta de galinhas, pequenos roedores e alguns filhotes de pequeno porte.

Com relação a bezerros e crianças, não há nada na literatura, apesar de muitas comunidades pantaneiras difundirem histórias deste tipo.

Objetivo para o futuro

A pesquisadora pretende contribuir com a preservação da ave e ainda oferecer subsídios para que outros trabalhos sejam realizados.

Bernardon lembra ainda que a preservação também pode ser uma fonte de renda para os nativos, já que o turismo de observação de aves está crescendo no mundo todo.

Achou um ninho?

Quem encontrar o ninho e quiser a recompensa pode entrar em contato com a pesquisa pelo e-mail biabernadon@gmail.com.

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