Procura por aluguel de imóveis cai até 40% em Cuiabá durante pandemia

Maior impacto foi no caso dos imóveis comerciais e quitinetes, geralmente ocupadas por estudantes universitários

(Foto: O Livre)

A procura por aluguel de imóveis caiu até 40% em Cuiabá, desde o início da pandemia de coronavírus. O setor de comércio foi o mais afetado dadas as restrições e já há uma previsão de que não haverá recuperação este ano. 

Conforme o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci-MT), Benedito Odório Conceição da Silva, a média de novos aluguéis contratados para fins comerciais caiu 40% em abril e maio. A principal justificativa para a redução seria a evolução do novo coronavírus. 

“Todo mundo ficou receoso com o coronavírus, então, houve procura bem menor de pessoas atrás de imóveis para alugar em pontos comerciais. E a nossa previsão é que, neste ano, não haverá recuperação, porque não se sabe até onde vai pandemia. Ainda estamos no início dela em Mato Grosso”, disse. 

Conforme o empresário, cerca de 160 mil imóveis estão alugados ou disponíveis para entrada em Cuiabá, nas áreas comerciais e residencial. Esse número representa cerca de 40% do total dos imóveis da Capital. Foi esse nicho que retraiu na pandemia. 

Os imóveis para moradia tiveram uma redução semelhante, de 35% no mesmo período. Segundo o Creci-MT, o principal público atingido nesse segmento foi dos universitários. 

O aluguel de quitinetes e condomínios fechados a um público na faixa etária de 18 a 35 anos representa 80% dos contratos de moradia. Na esteira das suspensões das aulas em universidades e faculdades, os aluguéis foram cancelados. 

“A maioria são de jovens que vêm do interior para estudar em Cuiabá. Eles, geralmente, ficam em quitinetes ou condomínio fechados em contratos, na sua maior parte, em conjunto com outra pessoa”, explica Benedito Odório. 

(Foto: O Livre)

Pais e amigos 

O empresário afirma que a crise da pandemia pode modificar o histórico do fluxo de estudantes que vem do interior de Mato Grosso. Ele estima que eles tenham retornado para a casa dos pais, sem previsão para voltar às universidades. 

“Esses estudantes são jovens entre 18 e 35 anos que vêm pra Cuiabá e não voltam mais para a cidade de origem. Mas, com a pandemia, isso deve ser alterado”, disse. 

Outro grupo compõem o público de moradia de aluguel, são pessoas entre 35 e 50 anos que moram sozinhas ou em família. Eles representariam 20% do total dos contratos de aluguel assinados na Capital. 

“Esse público, se não conseguiram pagar, estão indo para a casa dos pais. Mas é mais provável que estejam com amigos, até encontrarem uma maneira de se reerguer”, afirma. 

Acordo 

O levantamento do Creci-MT afirma que, apesar da crise, o percentual de alugueis pagos continua maior que a inadimplência. A média histórica é de 80% e nos meses de isolamento social caiu para 55%. 

A saída para manter os contratos seria a concessão descontos de até 50% no valor das mensalidades. O percentual varia em cada imobiliária e de acordo com o histórico dos clientes. 

“Nós temos clientes de 10, 15 anos e isso tem sido levado em consideração na hora negociar o aluguel. A orientação que temos passado para as imobiliárias é que busque negociar, porque o mercado não está bom para ninguém”. 

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