Prisão de Arcanjo, desvios milionários; as cinco principais operações policiais de 2019

Polícias Civil e Federal intensificaram combate ao crime organizado em Mato Grosso

Ao longo de 2019, as polícias Civil e Federal realizaram nada menos que 320 operações em Mato Grosso.

Suas investigações desmantelaram esquemas. Descobriram desvio de dinheiro público. Levaram de volta à prisão “personalidades” como João Arcanjo Ribeiro e o empresário Valdir Piran. Combateram o desmatamento e a prática do garimpo ilegal.

Ainda, trouxeram à tona um conluio envolvendo a direção da Penitenciária Central do Estado (PCE), policiais militares e membros de facção criminosa.

Abaixo, confira as cinco principais operações policiais de 2019:

Operação Mantus

“O jogo do bicho nunca parou, só mudou [temporariamente] de dono”, diz delegado

No início da manhã de 29 de maio, a Polícia Civil anunciava a prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, seu genro, Giovanni Zem, e do empresário Frederico Muller. Esse último foi acusado de liderar a maior organização criminosa rival de Arcanjo no jogo do bicho.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Ao todo, a operação resultou na prisão de 33 pessoas. Arcanjo, que passou 15 anos preso e havia sido solto em fevereiro de 2018, retornou para o presídio. Lá ficou 120 dias e foi solto em 25 de setembro.

Operação Quadro Negro

Desvio de R$ 10 milhões: lousas digitais não funcionavam e software era falsificado

Investigações da Polícia Civil encontraram fraude em dois contratos de R$ 10 milhões firmados pelo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat). Irregularidades “grotescas”, compra de lousas digitais que não foram entregues e um software que mostrava a história de São Paulo ao invés da de Mato Grosso.

Então, no dia 22 de outubro, a operação resultou na prisão do, entre outras pessoas, empresário Valdir Piran. Ele estava em Brasília (DF), onde mora atualmente.

Secretário de Fazenda Rogério Gallo se disse cansado de tantas fraudes  (Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE)

Operação Fake Paper

Esquema de notas falsas fez MT deixar de arrecadar R$ 40 milhões

Nove mandados de prisão foram cumpridos pela Polícia Civil contra um esquema que emitiu R$ 337 milhões em notas fiscais frias em Mato Grosso. A operação, chamada Fake Paper, foi deflagrada na manhã de 4 de outubro.

Segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o Estado deixou de arrecadar R$ 40 milhões com a transação fraudulenta. De acordo com o delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, produtores rurais e empresários envolvidos adquiririam notas fiscais falsas que atestavam a venda de produtos – no caso dos produtores, a maioria era grãos.

Operação Trype

Garimpeiros se mobilizam contra operação da PF; uma morte foi confirmada em Aripuanã

Com nome derivado do grego “trypes”, que significa “buracos”, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Trype em Aripuanã (1.000 km de Cuiabá) no dia 7 de outubro.

Segundo a Polícia Federal, um garimpo ilegal na região teria causado um aumento considerável no número de homicídios, tráfico de drogas e prostituição na região. Cerca de 160 policiais atuaram, além de outros órgãos da Segurança Pública.

Operação Assepsia

Freezer na PCE: Gaeco cumpre mandados contra policiais militares

Sete pessoas foram alvos da operação, deflagrada pela Polícia Civil no dia 18 de junho. A equipe apurou a entrada de 86 aparelhos celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), encontrados dentro de um freezer no início daquele mês.

Investigações apontaram que houve não apenas o envolvimento de policiais militares no caso, como também de diretores da PCE e membros do Comando Vermelho.

A operação se entrelaça com uma segunda ação, promovida pela Secretaria de Segurança Pública: a Operação Elisson Douglas, que surgiu em resposta também à morte de um agente penitenciário. Uma super limpeza foi promovida na PCE, com a apreensão de diversos celulares e outros equipamentos eletrônicos.

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