Prevenção de perdas é departamento imprescindível para supermercado não fechar as portas, diz especialista

De acordo com o especialista, o departamento deve existir em qualquer supermercado de pequeno, médio ou grande porte

(Divulgação)

Os furtos, o descontrole sistêmico, a falta de receita e quebras operacionais como produtos vencidos, de empilhamento e excessos de compras são os grandes vilões das perdas nos supermercados. Para combater esses problemas, ter uma equipe de prevenção bem treinada está entre as principais medidas a serem adotadas pelos supermercados, afirma o especialista João Carlos da Lapa, que ministrou o curso “Gestão e atribuição de prevenção de perdas”, nesta terça-feira (18.09), na sede das Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), em Cuiabá.

De acordo com o especialista, o departamento deve existir em qualquer supermercado de pequeno, médio ou grande porte, já que os campeões de vendas e faturamento no país têm o setor desde a década de 90, inclusive com diretoria. “Os participantes do curso aprenderam sobre a composição dessa equipe, o que fazer para implantá-la e quais perigos existem e os cuidados que é preciso ter”, diz.

Estatísticas nacionais, segundo Lapa, revelam que as perdas podem superar o lucro líquido, por isso o ideal é que nunca supere 2%. “A realidade de quem não tem o prevenção de perdas, porém, é de 4 a 5%, o que é insustentável e faz muitas empresas saírem do ramo, pois a rentabilidade fica comprometida. Agora, todos aqui estão com as premissas básicas para ajudar suas empresas a manter o nível tolerável de 2%. Isso faz parte de uma gestão moderna”, destaca.

Para Luis Carlos Franchi, da rede de Supermercados Big Lar, o curso mostrou que sempre é possível aprender mais, mesmo já tendo muita informação sobre o tema. “Uma das medidas que vamos providenciar de imediato é estruturar ainda mais o departamento de prevenção”, garante.

Responsável pelo setor de compras do Super Machadinho, de Colíder, Patrícia Carfi, sabe que sua área pode influenciar muito na perda do supermercado. “Se compra muito vai ter perda e isso não é bom, mesmo tendo a opção de troca. Se comprou tem que vender. Hoje temos falhas ainda e muitas coisas vamos começar a aplicar. Por exemplo, não temos um funcionário específico para isso e, se estraga a embalagem de um sabão em pó, aprendi que ele pode ter outro caminho, a não ser o lixo, como ser vendido mais barato para um funcionário”, ressalta.

Ilo de Paula, do Fort Atacadista, diz que a capacitação abrangeu o conhecimento que ele já tinha sobre prevenção. “Algumas coisas ficavam despercebidas e foi bom para poder lembrar e aplicar na loja. Fazemos reunião sempre e, com esse curso e o material que temos, vamos levar mais coisas para os outros funcionários, como o conhecimento de que fiscais podem ajudar muito”.

Participaram também da capacitação representantes da Paiol Produtos Naturais, MBG Supermercados, Iguaçu Supermercado, Machadinho, Del Moro Supermercados, Kambukira Mercado e Restaurante e Supermercado JM.

 

Com Assessoria

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