Preso VIP, mas de relógio falso

Polícia apreendeu uma, segundo João Arcanjo, "réplica" de relógio Rolex

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, alvo da Operação Mantus, acusado de comandar esquema de jogos de azar em Mato Grosso, é apontado como um “preso VIP” na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde permanece há mais de uma semana.

Diferente de todos os demais reclusos, ele não teve seu cabelo cortado e sequer teve que usar o uniforme da penitenciária ao prestar depoimento na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (6).

Questionado pela imprensa, o delegado titular da GCCO, Flávio Stringueta, comentou que o fato também tinha lhe chamado a atenção.

“Eu não acreditava que ele viria com algum cabelo na cabeça, então, obviamente está tendo algum privilégio. A Sejudh tem que responder isso. Eu acho que fica feio até para o diretor, apresentar um preso desta forma. Não sei quantos tem lá, uns 800 presos, mil, e ele é o único que não cortou o cabelo, então, é bem constrangedor para o diretor. Eu não aceitaria passar por algo assim”, disse.

Apesar do tratamento diferenciado, nem tudo é “glamour”. Stringueta também comentou que alguns bens de valor, que seriam de João Arcanjo, foram apreendidos pela Polícia Civil, entre eles um relógio da marca suíça Rolex, cujo valor mais barato, segundo site da empresa, é de R$ 28 mil.

Contudo, o ex-comendador teria negado o valor, confessando à polícia que, na realidade, tratava-se de uma réplica, ou seja, o relógio era falsificado.

Outro lado

À coluna, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) enviou a seguinte nota:

“A Administração Penitenciária esclarece que o fato de não ter cortado o cabelo do preso João Arcanjo Ribeiro não significa que ele tenha recebido privilégio de qualquer natureza, sendo aplicados os procedimentos operacionais previstos. A Gestão Penitenciária determinou também à direção da Penitenciária Central do Estado que o preso receba o tratamento que é dispensado a todos os custodiados na unidade”.

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