Preso em operação, ex-secretário Huark Correia pode ter o CRM cassado

Conselho Regional de Medicina informou que abriu sindicância para apurar conduta de médicos envolvidos em esquema

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, alvo da segunda fase da Operação Sangria, deflagrada na terça-feira (18), poderá ter o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), depois que foi apontado, pela Polícia Civil, como “líder de uma organização criminosa que monopolizava a Saúde na Capital”.

Conforme o CRM, diante da operação foi instaurada uma sindicância para apurar as denúncias envolvendo os profissionais médicos. A apuração sobre a conduta dos profissionais vai ser analisada pelos conselheiros a partir das provas relacionadas aos médicos alvos da operação.

A instituição disse ainda que, se forem comprovadas as irregularidades éticas praticadas, o CRM vai determinar a abertura de um processo. Depois, os envolvidos poderão, ou não, sofrer penalidades que vão desde advertência até a cassação do registro profissional.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), estão envolvidos os médicos Fábio Liberali Weisshemer, Luciano Corrêa Ribeiro, Huark Douglas Correia e Jorge de Araújo Lafetá Neto. Este último foi regulador do SUS e diretor do hospital São Benedito.

Sangria 2

A operação Sangria 2 é um desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá no dia 4 de dezembro. O objetivo é apurar supostas irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

Conforme a Polícia Civil, o setor administrativo do Hospital São Benedito e a Secretaria Municipal de Saúde também foram vasculhados pelos policiais civis.

Na última sexta-feira (14), um segundo inquérito policial foi instaurado, depois que a Polícia Civil detectou que, supostamente, os investigados estariam obstruindo o trabalho da Justiça, destruindo provas e até coagindo testemunhas. Consta, ainda, que também estariam usando de força política para atrapalhar o levantamento de informações, segundo a delegada titular da Defaz, Maria Alice Barros Martins Amorim.

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