Presidente do TJ decide pela manutenção da escolta de Selma Arruda

A segurança da pré-candidata deve ser mantida até a próxima reunião da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, determinou a manutenção da escolta armada da juíza aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL), suspensa na última segunda-feira (21) pela Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça.

A segurança da pré-candidata deveria ser desmontada em 48h. Segundo uma fonte do Tribunal de Justiça, no entanto, o presidente ordenou, nesta quarta-feira (23), que a escolta seja mantida, pelo menos, até a próxima reunião da comissão.

Para embasar a decisão, a comissão argumentou que relatório da inteligência de reavaliação de risco aponta que, no momento, não existem ameaças reais identificadas contra a vida da magistrada aposentada e de sua família. Alegou ainda que Selma Arruda tem descumprido o protocolo de segurança, ao frequentar lugares de grande aglomeração de pessoas, que comprometem a atuação da equipe de seguranças.

Ao recorrer da suspensão, que classificou como desproporcional ao trabalho que desenvolveu na magistratura, a pré-candidata ressaltou que a suspensão contrariou parecer da Coordenadoria Militar do próprio Poder Judiciário e reforçou que é alvo de ameaças desde setembro de 2015, quando passou a ser escoltada pelos policiais militares, que se revezam para protegê-la 24 horas por dia.

Além disso, citou exemplos como do governador Pedro Taques (PSDB), que teve escolta mantida durante as campanhas ao Senado e ao Governo, e do juiz federal Odilon de Oliveira, pré-candidato ao Senado pelo PDT do Mato Grosso do Sul.

A comissão, presidida pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, tem como um dos membros o juiz Marcos Faleiros, um dos substitutos de Selma na 7ª Vara Criminal de Cuiabá e que, na última semana, foi criticado por ela, que o classificou como “leniente, garantista e que absolve fácil”.