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Fecomércio defende reabertura do comércio e diz que “tsunami na economia” será pior que a covid-19

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Vinicius Bruno

Há três semanas que o comércio em Cuiabá não abre as portas. Na última semana, muitos municípios do Estado já flexibilizaram as regras da quarentena permitindo a abertura do comércio, a exemplo de Várzea Grande, Sinop e Diamantino, entre outros.

Na avaliação do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, já passou da hora do comércio voltar a funcionar em Cuiabá.

“Tenho conversado bastante com o prefeito, e tenho dito o seguinte: remédio de mais também mata o paciente. Acho que foi bem colocada essa primeira quarentena, realmente precisávamos, mas o comércio chegou no limite”, pondera.

Wenceslau ressalta que o setor não vive sem fluxo financeiro e que existem milhares de famílias que dependem deste segmento para sobreviver.

“Por trás de um CNPJ existem vidas. Nós estamos preocupados com os colaboradores e com os clientes. Às vezes, quando se fala empresa se pensa em um negócio frio. Mas não é, porque as empresas não funcionam sem pessoas”.

Tsunami financeiro

O presidente da Fecomércio aponta que se a pandemia de coronavírus está sendo uma “onda”, o que virá em seguida será muito pior.

“Isso está causando uma preocupação muito grande para a Fecomércio. Esta primeira onda que estamos vivendo do coronavírus – isso é uma guerra biológica – eu penso, que ela é menor do que a segunda onda, que será um tsunami financeiro que vai vir”.

Centro de Cuiabá sem nenhum movimento por conta das medidas em prevenção ao coronavírus (Foto: Ednilson Aguiar / O LIVRE)

Segundo Wenceslau muitas empresas já estão fechadas em definitivo por conta dos dias sem poder funcionar, e que este cenário deve piorar caso o comércio não receba autorização para abrir as portas na próxima semana.

Efeito portas fechadas

Wenceslau enfatiza o exemplo do que ocorreu em Várzea Grande na última semana, que na quarta-feira liberou a retomada do comércio.

“Houve uma superlotação de clientes em muitas lojas em Várzea Grande. Isso porque é uma cidade de 200 mil habitantes que precisou atender além de seus consumidores, mais os consumidores de Cuiabá, que tem 650 mil habitantes”.

Retomada ao trabalho

A Fecomércio elaborou uma cartilha aos empresários do comércio e do setor de serviços, orientando com medidas para proteger os colaboradores e os clientes do coronavírus.

Nas últimas semanas o movimento nas ruas no centro de Cuiabá ficou bem abaixo do comum (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

“É uma orientação aos empresários para como higienizar as empresas, como os colaboradores devem ser preparados para recepcionar os clientes. Nós estamos preparados para isso. Porque as empresas já passaram do limite”, enfatiza Wenceslau.

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