Prefeituras de MT pedem desabilitação de leitos de UTI para covid

O Ministério da Saúde atendeu os pedidos e exigiu a devolução de R$ 12,8 milhões

(Foto: Prefeitura de VG)

A desabilitação de 89 leitos de UTI pelo Ministério da Saúde em seis municípios mato-grossenses ocorreu por pedido das próprias prefeituras, e por motivos diversos.

Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra, Rondonópolis, além do próprio Estado de Mato Grosso, vão ter que devolver R$ 12,8 milhões para o Governo Federal, valor referente aos leitos que anteriormente foram habilitados para atender pacientes com covid-19.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) explica que a desabilitação de seis leitos de UTI no Hospital Regional de Sorriso, ocorreu porque houve remanejamento para o Hospital Regional de Sinop.

A mudança dos leitos foi justificada porque o hospital em Sorriso está sendo ampliado, mas o fato, segundo a SES, não impede a unidade continuar atendendo já que ainda possui 20 leitos de enfermaria e dois de UTI para pacientes com a doença provocada pelo coronavírus.

O Estado garante que não haverá nenhuma perda para a população em razão da desabilitação, principalmente, porque foram abertos mais 10 leitos no Hospital Regional de Sinop.

Cuiabá: 60 leitos desabilitados

A Prefeitura de Cuiabá explica que os 60 leitos desabilitados pelo Ministério da Saúde, na Capital, a pedido da própria prefeitura, ocorreu porque esses leitos foram remanejados para atender pacientes que não estão com covid-19.

“O que ocorreu foi que, ao consultar a equipe técnica de enfrentamento à covid -19, o prefeito Emanuel Pinheiro concluiu que, nesse momento da pandemia é mais prudente deixar o HMC apenas para o atendimento às demais enfermidades”, esclarece por meio de nota.

Segundo a Prefeitura, esta situação tem permitido “desafogar todo o fluxo de atendimento do Estado”.

A prefeitura justifica que possui 55 leitos de UTI para covid no Hospital de Referência – que é o antigo Pronto Socorro – e mais 40 no Hospital São Benedito, além da perspectiva de abertura de mais 30 leitos de UTI no Hospital Referência.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho detalhou que “o recurso para esses 60 leitos está na conta da Secretaria, aguardando o Ministério da Saúde informar como essa devolução será realizada: se o recurso será devolvido com abatimento do Teto da Média e Alta Complexidade – MAC ou se irá abater do próximo repasse para as UTIs”.

Rondonópolis: 10 leitos desabilitados

O prefeito Zé Carlos do Pátio, resolveu pedir a desabilitação de 10 leitos de UTI na cidade, para que possam ser utilizados exclusivamente para os moradores do município.

Pátio tem sido crítico ferrenho do compartilhamento de leitos de UTI com outras cidades, e, dessa forma, quer garantir atendimento apenas para os munícipes. Apesar da atitude, 100% dos leitos da cidade já estão ocupados com pacientes com covid.

“Infelizmente, o Estado não deu a merecida atenção para Rondonópolis, que é referência em saúde para 19 municípios, que contam juntos com uma população quase semelhante a de Cuiabá,  superior a 600 mil habitantes”, disse o prefeito, em nota.

Várzea Grande: 5 leitos desabilitados

A Prefeitura de Várzea Grande esclarece que ainda em maio solicitou a desabilitação dos recursos do Ministério da Saúde. Os leitos são de UTI infantil para atender pacientes com covid.

Mas a prefeitura, no Plano de Contingência assinado com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Cuiabá, pactuou em atender os demais casos que não sejam covid, por existir alta incidência e, com isso, requisitou novos recursos para este tipo de atendimento.

Tangará da Serra: 8 leitos desabilitados

O Ministério da Saúde desabilitou oito leitos no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito, em Tangará da Serra.

O LIVRE entrou em contato com as prefeitura do município para pedir esclarecimentos sobre as motivações que levaram ao pedido de desabilitação, mas não obteve respostas até o momento.

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