Prefeitura de Cuiabá cancela volta às aulas a partir do dia 18

Entidades que avaliam as condições para isso tomaram decisão baseadas no risco de contágio pelo coronavírus nas próximas semanas

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O cronograma para o retorno das aulas presenciais em Cuiabá a partir do dia 18, próxima segunda-feira, está descartado. Entidades de fiscalização e escolares, envolvidas na avaliação sobre o retorno, suspenderam o calendário nessa terça-feira (12).

Eles entendem que a projeção de aumento de casos da covid-19 nas próximas semanas força a suspensão.  Pelo cronograma da Prefeitura, as escolas receberiam os alunos gradualmente.

A reunião foi realizada virtualmente no início da noite de ontem, com representantes do Ministério Público (MPE), Ministério Público do Trabalho (MPT), da Prefeitura de Cuiabá e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinep).

A suspensão vale para as instituições das redes públicas e privadas, cujo calendário de volta às aulas foi divulgado há duas semanas.

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Procurador da Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Prado disse que a situação é “delicada” e alertou que a decisão de Cuiabá vai ser parâmetro para outros municípios.

Já procuradora do Trabalho, Tathiane Menezes do Nascimento, citou o risco de contágio dos professores e pediu que a Prefeitura reforce campanhas de conscientização da população para que fique em casa.

“A reabertura do comércio não quer dizer que as pessoas devam ir para as ruas. É preciso sensibilizar à população para que fique em casa e que só saia em casos de necessidade”, afirmou.

Sem consenso

A reunião foi encerrada sem acordo sobre a melhor data para o retorno das aulas. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) cogita o dia 28 de junho. Já o presidente do Sinep, Gelson Menegatti Filho, quer um novo prolongamento do isolamento social menor.

Ele defende que, ao menos para as escolas particulares, as aulas presenciais devam retornar no dia 1º de junho. No calendário, suspenso, essas instituições retomariam as aulas em duas semanas. Primeiro, para as classes infantis e, depois, no dia 25, para os ensinos fundamental e médio.

O Ministério Público pediu que haja acordo entre a Prefeitura e o sindicato, para que as aulas na redes pública e privada sejam retomadas ao mesmo tempo.

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