Prefeitura atingiu limite prudencial da LRF em relação a gasto com pessoal

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O vereador Marcelo Bussiki (PSB), presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária do Legislativo, fez um alerta para que a Prefeitura de Cuiabá reduza os gastos com pessoal, pois estes já extrapolaram o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O alerta foi dado durante audiência pública de apresentação do relatório de gestão fiscal referente ao 1º quadrimestre de 2019, realizada nessa quarta-feira (29) na Câmara de Cuiabá.

De acordo com Bussiki, os dados apresentados pela prefeitura apontam que foram gastos R$ 1,022 bilhão apenas com o pagamento de despesas relativas a salários. O valor corresponde a 51,88% da receita corrente líquida do Município, que totalizou R$ 1,9 bilhão, e descumpre o artigo 22 da LRF.

Isto porque a lei estabelece que a prefeitura não pode gastar com pessoal mais do que 54% de sua receita líquida – sendo que o chamado “limite prudencial” é 95% desse teto.  Segundo o vereador, a Prefeitura de Cuiabá já ultrapassou esse limite, que pela receita de Cuiabá seria de R$ 1,01 bilhão.

“O orçamento é a base de tudo. Toda a política pública tem que estar alicerçada através de recursos que estão disponibilizadas no orçamento e essa é a oportunidade para estarmos acompanhando o desempenho da gestão. E os dados demonstram que será necessário fazer alguns cortes e ajustes, para que a prefeitura possa se adequar à lei”, disse o vereador.

Ainda segundo Bussiki, a própria LRF estabelece que os órgãos que excedam 95% do limite total com pessoal estão sujeitos a vedações, como concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração dos servidores.

Em razão do alerta, o secretário municipal de Fazenda, Antônio Roberto Possas de Carvalho, assegurou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) assinará, nos próximos dias, um decreto intitulado de Manutenção do Ajuste Fiscal, para criar um comitê a fim de normatizar os procedimentos que serão tomados pela prefeitura para enquadrar a despesa de pessoal e demais despesas, além dos investimentos, na LRF.

“Esse comitê de ajustes não terá agente político participando. Será comitê eminentemente técnico. Serão técnicos das secretarias de Planejamento, Educação, Saúde e Fazenda que terão total autonomia para a sugestão das medidas que serão adotadas pelo Município, em função da responsabilidade que a gestão tem, de manter o ajuste fiscal do Município”, afirmou o secretário.

(Com Assessoria)

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