Prefeitura anuncia protocolo para vítimas fatais da covid-19: velórios não serão permitidos

O documento explica como deve ser o protocolo a ser seguido por profissionais de saúde e do setor funerário no manejo de eventuais vítimas fatais

Protocolo segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Diante da recomendação da Organização Mundial de Saúde, de que os sepultamentos de vítimas do novo coronavírus devem ser realizados sem velório, a Prefeitura de Cuiabá passa a adotar novos protocolos.

Sendo assim, o secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho assinou uma portaria (017/2020/SMS) que regulamenta os procedimentos nas unidades de saúde, hospitais públicos e privados.

O documento versa sobre os procedimentos adequados e cuidados com os restos mortais dos óbitos suspeitos ou confirmados, bem como quanto aos velórios.

Os profissionais da saúde e das funerárias, por exemplo, deverão usar todos os equipamentos de uso individual ao manejar os corpos, até o preparo do corpo.

Todos os materiais precisarão ser descartados corretamento após a finalização segundo os protocolos de desinfecção.

Velórios

Assim como em vários lugares do mundo, famílias não poderão velar os corpos dos entes queridos no casos suspeitos ou confirmados da doença.

Para estes casos, o corpo deverá ser manuseado no local do óbito e autorizado seu transporte apenas direto ao cemitério ou crematório. Recomenda-se ainda que seja realizada a cremação dos restos mortais.

Sepultamento

Em caso de sepultamentos para suspeitos ou confirmados de Covid – 19, a urna deverá ser lacrada e a despedida deverá ser feita no cemitério em ambiente aberto e ventilado, podendo ser na presença de no máximo dez pessoas, evitando aglomerações, sem contato com a urna mortuária.

Além disso, não é recomendado que pessoas integrantes do grupo de risco compareçam à cerimônia de sepultamento.

O secretário de Saúde declara não ter sido fácil assinar a portaria, mas que em um momento tão severo, foi necessário pensar na segurança dos profissionais da saúde e do setor funerário.

“E os familiares das vítimas também. Estamos certos de que logo conseguiremos passar essa fase tão difícil, mas por enquanto precisamos nos cercar de todos os cuidados possíveis para evitarmos a propagação desse vírus”, concluiu o secretário de saúde.

(Com assessoria)

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